Equipe de Biden elabora respostas a uso de armas nucleares por Putin

Equipe Tigre (Team Tiger) também avalia cenário onde o líder russo use armas químicas ou biológicas na guerra contra a Ucrânia

atualizado 24/03/2022 0:03

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos. Ele usa terno escuro e camiseta clara. Ele tem cabelos brancos- MetrópolesTom Brenner/Getty Images

Uma equipe de especialistas em segurança nacional dos EUA foi reunida, na Casa Branca, para debater um cenário onde o presidente da Rússia, Vladimir Putin, use armas químicas, biológicas ou nucleares na guerra contra a Ucrânia. O papel da equipe é esboçar respostas do presidente norte-americano Joe Biden, caso esse cenário se concretize. As informações são do jornal The New York Times.

A Equipe Tigre (Team Tiger), como o grupo é conhecido, também estuda reações se Putin entrar em território da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para atacar comboios que levam armas e ajuda humanitária para a Ucrânia, segundo vários funcionários envolvidos no processo.

Reunindo-se três vezes por semana, em sessões secretas, a equipe avalia a hipóteses de a Rússia estender a guerra às nações vizinhas à Ucrânia, incluindo a Moldávia e a Geórgia, e como preparar os países europeus para os refugiados que chegam em uma escala não vista em décadas.

A expectativa dos EUA é que tais respostas pautem a sessão extraordinária em Bruxelas (Bélgica), nesta quinta-feira (24/3), quando o presidente Biden se reunirá com líderes das outras 29 nações da Otan, no primeiro encontro desde que Putin invadiu a Ucrânia, no dia 24 de fevereiro.

Apenas um mês atrás, esses cenários pareciam mais teóricos. Mas hoje, da Casa Branca à sede da Otan em Bruxelas, estabeleceu-se um reconhecimento de que a Rússia pode recorrer às armas mais poderosas de seu arsenal para se livrar de um impasse militar.

Consequências terríveis

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, destacou a urgência do esforço de preparação nesta quarta-feira (23/3), dizendo a repórteres pela primeira vez que, mesmo que os russos empreguem armas de destruição em massa apenas dentro da Ucrânia, elas podem ter “consequências terríveis” para as pessoas nos países da Otan.

Stoltenberg parecia estar discutindo o medo de que nuvens químicas ou radioativas pudessem passar pela fronteira. Uma questão em análise é se tais danos colaterais seriam considerados um “ataque” à Otan sob sua carta, o que pode exigir uma resposta militar conjunta.

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