Em 1º mês de governo, Trump tenta demonstrar força na política externa

Em 30 dias, Donald Trump taxou países e produtos, retirou os EUA de organismos internacionais e falou em assumir o controle de Gaza

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de Donald Trump - Foto: Reprodução/Casa Branca

Nos primeiros 30 dias de governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou uma série de medidas para reforçar a presença norte-americana no mundo. A taxação de parceiros comerciais e polêmicas nas negociações de cessar-fogo na Ucrânia e em Gaza foram alguns dos temas que deram o tom de Trump à política externa norte-americana.


Negociações dos EUA sobre a guerra na Ucrânia

  • Na terça-feira (18/2), delegações dos EUA e da Rússia se reuniram na Arábia Saudita para discutir a guerra na Ucrânia.
  • A reunião foi liderada pelo secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, e o chefe da diplomacia de Putin, Sergey Lavrov.
  • O encontro para discutir o conflito, contudo, não contou com a participação de representantes da Ucrânia.
  • Nos últimos dias, Zelensky tem reclamado das negociações por não envolver a Ucrânia, e diz que não aceitará qualquer acordo em tais moldes.

No dia de posse como presidente dos EUA, uma das imagens mais marcantes foi a de Trump sentado em meio a um amontoado de pastas com decretos assinados por ele. Os textos das mais de 80 medidas tratavam desde regras para imigração a até a orientação para a política econômica externa do país.

Desde aquele dia, Trump já taxou países, produtos específicos, assinou a mudança de nome do Golfo do México, retirou os EUA de organismos internacionais e reforçou a ideia imperialista com polêmicas sobre anexar o Canadá e a Groelândia.

Perguntado sobre a relação com o Brasil no dia da posse, ele frisou: “Eles precisam de nós, muito mais do que nós precisamos deles. Não precisamos deles. Eles precisam de nós. Todos precisam de nós”, enviando uma mensagem direta também a outros países.

Em relação aos organismos internacionais, Trump assinou orientações para que o país deixasse a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Acordo de Paris e o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Diplomacia

A relação diplomática com os países também mudou com Trump de volta ao salão oval da Casa Branca. Após falar em comprar a Groenlândia, uma região autônoma e parte do território da Dinamarca, ele ameaçou anexar o Canadá ao território norte-americano.

Trump assinou um decreto para mudança do nome do Golfo do México para Golfo da América. Empresas de tecnologia, como o Google, passaram a utilizar nomenclatura dupla para o território, a depender de onde a consulta é feita.

Trump também se envolveu nas negociações de cessar-fogo de duas principais guerras na atualidade, na Ucrânia e em Gaza. Após o acordo para um cessar-fogo entre Hamas e Israel, mediado via troca de prisioneiros, o presidente dos EUA lançou a ideia de ocupar e reconstruir Gaza, que, nas palavras dele, se tornaria a riviera do Oriente Médio. O ponto central e polêmico da questão foi a retirada dos palestinos do território.

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Trump indica investidora de campanha como secretária de educação
Trump e Stallone
 Chanceler, Gerardo Werthein; Elon Musk; presidente Javier Milei; presidente eleito Donald Trump; secretária Geral da Presidência, Karina Milei
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tomará posse no dia 20 de janeiro em Washington D.C.
Conselheiro de Trump, Miller é crítico de Alexandre de Moraes
Donald Trump e príncipe Willian
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Trump indica investidora de campanha como secretária de educação

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tomará posse no dia 20 de janeiro em Washington D.C.

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Conselheiro de Trump, Miller é crítico de Alexandre de Moraes
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Trump no McDonald´s
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Trump e Putin
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Donald Trump e Melania
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O presidente abriu negociações com a Rússia para um cessar-fogo, no entanto, sem ouvir as condições da Ucrânia, que fora invadida pelos rivais. “Vocês nunca deveriam ter começado isso”, disse Trump sobre os ucranianos na terça-feira (18/2), sugerindo que eles teriam dado início ao conflito.

Economia

Enquanto o dólar perde força sensivelmente frente à maioria das moedas mais negociadas no mundo, Trump já implementou a assinatura de ordens de serviço para taxar parceiros comerciais. Os primeiros alvos foram México, Canadá e China. Os dois primeiros receberam a penalização de 25%, e o país asiático de 10%. No entanto, após negociações com mexicanos e canadenses, ficou suspensa temporariamente por um mês a taxação aos dois países.

A taxações já eram previstas desde antes do início do governo. Ao assumir a Casa Branca, Trump determinou, por meio de decreto, uma revisão na balança comercial dos EUA com todos os países com os quais negocia.

Até o momento, o Brasil foi afetado com a taxação do aço e do alumínio em 25%. A medida protecionista dos EUA foi implantada nos metais de maneira geral, independente do país. Na quinta-feira (13/2), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu que o Brasil buscará o diálogo para lidar com a medida.

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