Preço do ouro atinge novos recordes históricos e pode crescer mais ainda

O preço do metal amarelo valorizou mais de 27% desde o início do ano. Analistas preveem que o ouro em breve romperá a barreira dos US$ 2 mil

O preço do ouro quebrou um novo recorde nesta segunda-feira (27/7), confirmando seu status de valor refúgio em tempos de pandemia e tensões entre a China e os Estados Unidos, embora a queda do dólar também tenha contribuído para seu aumento.

O ouro atingiu o máximo absoluto de US$ 1.944,71 a onça pouco depois da meia-noite, horário de Brasília (DF), e estava sendo negociado a cerca de US$ 1.934 às 05h30. Seu recorde anterior remonta a setembro de 2011, de US$ 1.921 a onça.

O preço do metal amarelo valorizou mais de 27% desde o início do ano. Analistas preveem que o ouro em breve romperá a barreira dos US$ 2 mil.

Agora que a pandemia de coronavírus piora em muitos países, os investidores estão escolhendo o ouro, o eterno porto seguro em tempos de crise. As medidas de flexibilização monetária decididas pelo Federal Reserve baixaram o dólar, o que aumentou ainda mais a atratividade do ouro.

Como o valor do ouro é expresso em dólares, uma queda na moeda dos EUA torna o metal precioso mais barato para os compradores que usam outras moedas.

“Aumentos acentuados são inevitáveis quando entramos em um período semelhante ao de depois da crise financeira global, quando os preços atingiram níveis recordes devido à quantidade de dinheiro injetada pelo Fed no sistema financeiro”, disse Gavin Wendt, analista da MineLife.

Alguns especialistas chegam a prever um preço futuro do ouro a US$ 3.000 a onça, o que convence vários investidores de que não é tarde demais para continuar especulando com esse metal.