Ditador do Turcomenistão proíbe a palavra “coronavírus” no país

Polícia pode prender qualquer pessoa que use o termo em algum local público, mesmo que seja apenas durante uma conversa com amigos

atualizado 31/03/2020 16:53

Com mais de 800 mil pessoas no mundo e um saldo trágico, até agora, de 39 mil mortos, a pandemia da Covid-19 não existe no Turcomenistão, país da Ásia central. Pelo menos é o que determina um decreto baixado nesta terça-feira (31/03) pelo ditador Gurbanguly Berdymukhamedov, de 62 anos, que baniu o uso da palavra coronavírus no país. São informações do UOL.

Dessa forma, tanto publicações oficiais quanto a imprensa independente —que quase não existe no país— e mesmo a população estão proibidos de mencionar o vírus.

A polícia pode prender, por exemplo, qualquer pessoa que use a palavra em algum local público, mesmo que seja apenas durante uma conversa com amigos.

Berdymukhamedov comanda o país desde 2007 e já tinha banido o uso de outras palavras da imprensa oficial, incluindo “problema”.

Excêntrico

Conhecido por suas excentricidades, o ditador era o dentista de seu antecessor no cargo, que o chamou para ministro da Saúde antes de morrer, em 2006.

Ele tem obsessão por cavalos, a ponto de decorar todo seu gabinete com motivos equinos, e adora videoclipes com estética dos anos 1980 e 1990 —estrelou vários vídeos que imitam esse período.

Localizado na Ásia Central, o Turcomenistão é um ex-integrante da então União Soviética e um dos países mais fechados do planeta, muitas vezes comparado à Coreia do Norte. em 2017, ele recebeu 97,69% dos votos.

País fechado

A internet no país também é controlada e o acesso a sites independentes, proibido. Além disso, a entrada de estrangeiros é bastante restrita.

Assim, ninguém sabe ao certo se os dados divulgados pelo regime, de que não há nenhum caso confirmado de coronavírus no Turcomenistão, está certo.

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