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A Coreia do Norte anunciou um luto oficial de três dias para observar a morte de Fidel Castro, que é tido pelo governo como um raro camarada com um inimigo específico, os Estados Unidos. As bandeiras do país içadas do lado de fora dos prédios do governo foram erguidas a meio mastro em honra ao líder cubano, informou a mídia estatal nesta segunda-feira (28/11).

Relatos de Pyongyang afirmam que o líder norte-coreano Kim Jong Un enviou uma delegação norte-coreanas para acompanhar o enterro de Castro, que começa nesta segunda-feira. De acordo com uma agência japonesa que monitora a mídia do país, Castro é o primeiro líder estrangeiro a receber tais honras desde Yasser Arafat, o líder palestino que morreu em 2004.

Logo após a morte de Castro, Kim Yong Nam, diretor do Parlamento norte-coreano, e o premiê Pak Pong Ju, enviou uma mensagem de condolências para o irmão do ditador, Raul, que assumiu o poder em 2008. “As façanhas que ele fez pela revolução Cubana e as relações fraternais entre os dois países continuarão para sempre”, escreveram.

A morte de Fidel, por outro lado, pode significar o fim de uma era para as relações entre ambas as nações. Antes próximos, os dois países vem se distanciando desde a reaproximação do governo em Havana dos Estados Unidos, iniciada em 2014.

 

 

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