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Com base nesse precedente, um grupo de ativistas no Iraque anunciou seu desejo de obter uma compensação de Washington pela invasão que teve lugar em 2003. A informação foi divulgada pelos próprios ativistas no ar do canal televisivo Al-Arabiya. Segundo eles, “o Parlamento do país pode exigir uma compensação dos EUA por violações durante a invasão das tropas americanas no Iraque, quando Saddam Hussein foi derrubado”.

Os ativistas declararam que os cidadãos americanos têm agora direito de apelar contra certas pessoas, bem como contra Estados estrangeiros, e por isso os cidadãos iraquianos merecem o mesmo.

O grupo exigiu a realização de “uma investigação detalhada dos assassinatos de cidadãos do Iraque, perdas de propriedade, bem como aos casos de tortura e outras violações dos direitos dos iraquianos por parte das tropas americanas”. Mais cedo, foi declarado que a viúva americana Stephanie Ross DeSimone, que perdeu o marido em 11 de setembro de 2001, se tornou a primeira a apelar contra a Arábia Saudita desde o momento de aprovação da lei.

Após aprovação da lei, o atual presidente americano Barack Obama declarou que a decisão do Congresso o tomou de surpresa. “É um precedente perigoso. Nós, de repente, ficámos responsáveis por tudo o que fazemos no mundo e ficamos sujeitos a processos privados em tribunais em que nós frequentemente não sabemos que consequências poderemos enfrentar”, sublinhou. Lembramos que a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a eliminação do veto com 348 votos a favor e 77 contra. O Senado contou com 97 votos a favor e apenas 1 contra.

 

 

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