Colômbia busca ONU para estudar potencial industrial de folhas de coca

Expectativa é de que governo da Colômbia use ferramentas da agência nuclear da ONU para estudar o uso industrial de folhas de coca

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1 de 1 Imagem colorida mostra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, discursando durante evento em Bogotá - Metrópoles - Foto: Sebastian Barros/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images

O governo da Colômbia, liderado por Gustavo Petro, e a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), vão iniciar estudos sobre o possível uso de folhas de coca na indústria. A informação foi divulgada pela chancelaria colombiana nesta terça-feira (11/3).

Na 68ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre Drogas Narcóticas, a chanceler da Colômbia, Laura Sarabia, se reuniu com o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena, Áustria. Durante o encontro, ambos os lados concordaram em avançar nas pesquisas sobre o tema.

Segundo o governo colombiano, a expectativa as análises e estudos serão realizadas através dos serviços laboratoriais da agência nuclear da ONU.

Para isso, o país governado por Petro e a AIEA estão trabalhando em um memorando de entendimento sobre a proposta.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que o diretor geral da agência, Rafael Grossi, deve visitar o país latino-americano ainda este ano para avançar nas discussões.

Colômbia que excluir folha de coca de lista de substâncias mais nocivas

Ainda durante a Comissão de Entorpecentes das Nações Unidas, Sarabia pediu que a organização retire a folha de coca da sua lista de substâncias mais nocivas, e defendeu a planta.

“A ciência mostrará que a folha de coca em si não é prejudicial à saúde”, afirmou a chanceler colombiana durante a sessão em Viena. “Só conseguiremos tirá-la dos narcotraficantes se aproveitarmos seu potencial para usos industriais, como fertilizantes e bebidas”.

O posicionamento da diplomata na ONU reflete a um esforço do governo Petro, que tem buscado mudar a abordagem sobre a cocaína.

No início de fevereiro, o presidente colombiano defendeu a legalização da droga, e afirmou que a cocaína não é pior que uísque.

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