Carta antes de suicídio: Alan García diz não querer sofrer “injustiça”

"Deixo meu corpo como uma amostra do meu desprezo aos meus adversários", diz a carta lida por uma das filhas do ex-presidente

atualizado 19/04/2019 13:35

Alex Wong/Getty Images

O ex-presidente peruano Alan García deixou uma carta antes de cometer suicídio na última quarta-feira na qual afirmou não querer sofrer a “injustiça” de ser preso sob acusação de participar de um escândalo de corrupção.

“Vi outros desfilarem algemados, guardando a sua miserável existência, mas Alan García não tem porque sofrer essa injustiça e esse circo, por isso deixo aos meus filhos a dignidade das minhas decisões, aos meus companheiros um sinal de orgulho, e o meu corpo como uma amostra do meu desprezo aos meus adversários, porque já cumpri a missão que me impus”, diz a carta, lida pela filha do político, Luciana García Nores, no funeral realizado em Lima.

No texto, revelado pouco antes de o caixão com o corpo de García ser levado ao cemitério onde será cremado, o ex-governante também declarou ter cumprido a missão de levar duas vezes ao poder o histórico Partido Aprista Peruano (PAP), fundado por Víctor Raúl Haya de la Torre.

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