Biden decreta exigência do uso de máscaras em aviões, trens e ônibus nos EUA

Governo anterior, de Donald Trump, vinha resistindo a adotar a medida, apesar dos pedidos de empresas para ajudar a lidar com negacionistas

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, determinou nesta quinta-feira (21/1) que o uso de máscaras será obrigatório nos meios de transporte do país, incluindo aviões, trens e ônibus, e nos terminais. O novo morador da Casa Branca já havia determinado no dia anterior a obrigatoriedade das máscaras nos prédios e agências federais.

Também nesta quinta, ao anunciar seu plano para lidar com a pandemia de coronavírus, Biden pediu aos americanos que usem o equipamento de proteção pelos próximos 100 dias, num esforço para impedir que o vírus siga avançando rápido.

A maioria das empresas aéreas voando nos EUA já exige o uso de máscaras pelos passageiros, mas as entidades que as representam cobravam do governo uma norma federal para ajudar a lidar com aqueles que se recusam a cumprir a determinação. A administração de Donald Trump, porém, resistia a adotar a medida.

O coronavírus já matou mais de 405 mil norte-americanos, e Biden disse mais cedo que não há razões para achar que o pior já passou. “Eu prometo, como presidente, que vou contar a verdade. E a verdade é que nossos piores dias estão à nossa frente, não atrás de nós. Então temos que nos preparar. Temos que ter determinação pra bater esse vírus”, discursou ele, antes de assinar decretos de um plano que foi publicado no site da Casa Branca e inclui a exigência das máscaras nos meios de transporte.

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Biden também anunciou exigência de testagem “antes de entrar no avião” e quarentena obrigatória para viajantes que chegarem ao país.

“Estamos tomando decisões com base na ciência e na saúde, não na política”, afirmou o novo presidente, que disse querer salvar 50 mil vidas até o começo de abril com suas medidas.