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Mundo

Arquivo revela como Epstein reagiu à facada em Bolsonaro

Troca de mensagens revelada pela Justiça dos EUA cita atentado contra Jair Bolsonaro, reação de Epstein e até elogios ao ex-presidente

01/02/2026 11:05, atualizado 02/02/2026 06:44
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Arte/Metrópoles
imagem colorida de jeffrey epstein

Novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, na sexta-feira (30/1), revelam a reação atribuída ao financista Jeffrey Epstein ao ser informado de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia sido esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018.

 “Bolsonaro acabou de ser esfaqueado no Brasil”, alguém encaminha. Então, Epstein responde: “Antes ele do que eu”.

Bolsonaro foi esfaqueado em setembro de 2018, durante um ato de campanha à Presidência da República em Juiz de Fora (MG). O autor do ataque foi identificado como Adélio Bispo de Oliveira.

No momento do atentado, do ataque, Bolsonaro era carregado por apoiadores. O ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado, passou por diversas cirurgias e ainda enfrenta complicações de saúde decorrentes do ataque.

Elogios de Steve Bannon e Epstein

Os novos documentos ainda revelaram uma série de e-mails atribuídos a Epstein e a Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump e figura central do conservadorismo internacional.

As mensagens revelam elogios frequentes de Epstein a Bolsonaro. Em um e-mail datado de 8 de outubro de 2018, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, Epstein teria escrito: “Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO”.

Bannon, que declarou apoio público a Bolsonaro em 2018, chegou a relatar proximidade com o grupo do ex-presidente. “Eles me querem como conselheiro. Devo fazer isso?”, perguntou ele.

Epstein, respondeu: “É meio o argumento ‘reino no inferno’ de novo”.

Os documentos também indicam discussões sobre uma possível ida de Bannon ao Brasil para apoiar Bolsonaro.

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Jeffrey Epstein e Noam Chomsky
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Em uma das mensagens, Epstein avalia que a viagem poderia fortalecer a imagem do ex-estrategista: “Se você está confiante na vitória [de Bolsonaro], pode ser bom para sua marca se você fosse visto lá”.

Em outro trecho, Epstein demonstra incômodo com o fato de Bolsonaro ter negado publicamente qualquer associação com Bannon, classificando a ligação como “fake news”.

À época, Eduardo Bolsonaro chegou a afirmar que o ex-estrategista estaria à disposição da família, mas Jair Bolsonaro negou a parceria.

As conversas divulgadas também citam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o filósofo Noam Chomsky. Em um dos e-mails, Epstein afirma que Chomsky teria ligado para ele da prisão ao lado do petista.

A informação foi negada tanto pela esposa do intelectual quanto pelo Palácio do Planalto.

Segundo os registros, Epstein aconselhou Bannon a evitar falar sobre Bolsonaro em encontros com Chomsky, destacando a proximidade do filósofo com Lula. “Ele vai querer saber se você está do lado dos pequenos”, teria escrito Epstein, em referência a críticas associadas ao bolsonarismo.