Velório do pai de Ana Paula Renault reúne família, amigos e políticos
Gerardo Renault morreu aos 96 anos e é velado em Belo Horizonte. Ex-político, ele era pai de Ana Paula Renault, que está no BBB
atualizado
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Belo Horizonte – Familiares, amigos e admiradores, entre eles vários políticos, velam nesta segunda-feira (20/4) o corpo de Gerardo Renault, no salão nobre da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em BH. Pai de Ana Paula Renault, Gerardo morreu aos 96 anos no último domingo (19), em um hospital na capital mineira, onde estava internado desde o começo de abril.
Gerardo foi um político com longa carreira em Minas, tendo exercido os cargos de vereador de Belo Horizonte, deputado estadual e deputado federal desde 1951 até os anos 1980. Por isso, o presidente da ALMG, deputado Tadeu Leite (MDB), liberou o prédio para a despedida. Ele será sepultado às 16h30 no Cemitério do Bonfim, também em BH.
Sua filha mais famosa, Ana Paula não está na despedida porque está confinada para a final do BBB na Rede Globo. A família e o pai dela antes de morrer haviam expressado a vontade que ela pudesse ficar até o fim na competição televisiva.
Homenagens
Entre os presentes está o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), cuja esposa, Christiana Renault, era sobrinha de Gerardo.
“Gerardo é irmão do meu sogro. Conviveu com a gente a vida inteira. Ele sempre foi aquele irmão mais velho, referencia para nós todos. Ele viveu bem, viveu muito e fez tudo o que quis. Uma vida cheia de realizações. Deixa muita gente apaixonada por ele”, lamentou o governador mineiro.
Outros políticos com e sem mandato estiveram no local para se despedir de Gerardo Renault. Formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1952, ele iniciou a carreira política ainda jovem, ao se eleger vereador de Belo Horizonte em 1951 pela União Democrática Nacional (UDN). Foi reeleito por três mandatos consecutivos, em 1954, 1958 e 1962.
Depois, foi deputado estadual e federal pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), legenda que dava sustentação ao regime militar.
Com o fim do bipartidarismo, migrou para o Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. De volta à Câmara dos Deputados, atuou na Comissão de Agricultura e Política Rural e foi reeleito pela legenda.
Em 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para presidente da República.
No velório, Mateus Simões, que é de centro-direita, comentou que Gerardo virou mais para a centro-esquerda no fim da vida, o que animava as conversas deles sobre política.










