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Demonstrando resistência e equilíbrio emocional, Mercês e Raphael chegam a um mês de confinamento no Desafio do Fusca da Metrópoles FM. E se fosse você? Aguentaria ficar tanto tempo dentro de um carro? Talvez você não saiba ao que estará se submetendo. Trinta dias vivendo o reality pode desencadear alguns problemas físicos e psicológicos no corpo humano, diferentemente do que a maioria possa imaginar.

Para saber melhor sobre essas questões, procuramos profissionais da educação física e da psicologia. O professor de educação física, Diego Marques, 30, alerta para os possíveis problemas físicos que o confinamento pode trazer. “Ficar tanto tempo na mesma posição pode provocar um enrijecimento muscular, além de problemas posturais, articulares e na circulação sanguínea”, comenta.

Os problemas articulares aos quais o professor se refere estão ligados aos joelhos, ao pescoço e à coluna. “É como se fosse uma viagem de longa distância de carro/ônibus. Caminhar e se alongar durante os intervalos é indispensável”, afirma Marques.

Também profissional da educação física, o professor Bruno Campos, 24, completa o raciocínio de Diego. “Ficar dentro de um Fusca tanto tempo acaba alterando os padrões de movimentos de quadril, joelho e tornozelo. Isso faz com que eles percam muita mobilidade, causando inchaço no corpo”, explicou. Vale lembrar, por exemplo, que a fusqueira Andreza apresentou justamente inchaço por todo o corpo quando desistiu do Desafio.

Bruno aproveitou para chamar a atenção para outros efeitos prejudiciais, ainda mais sérios. “O principal problema que eles podem adquirir é circulatório, já que o aporte sanguíneo e a oxigenação deles diminuem por conta do confinamento. Uma má circulação de sangue e de oxigênio gera edemas (acúmulo de líquidos nos tecidos)”, afirmou o personal.

Psiquicamente falando, a psicóloga Sandra Gorete Carlheiros, 50, explicou o que pode acontecer com uma pessoa após tantos dias de confinamento:

Neste caso especifico do confinamento, podemos nos deparar com ansiedade, estresse, fobias – como a claustrofobia -, distúrbios como síndrome do pânico, ataques de pânico. O confinamento também pode desencadear sentimentos e emoções como a solidão, a carência, a saudade, entre outros"
Sandra Carlheiros, psicóloga

A psicóloga recomenda que Mercês e Raphael busquem apoio emocional e terapêutico assim que o Desafio do Fusca chegar ao fim. “Considerando todo o exposto, uma das primeiras medidas a serem tomadas após o término do reality é a condução dos participantes para um acompanhamento psicológico. Hoje em dia, podemos contar com as chamadas Terapias Breves. Através da Terapia Cognitivo-Comportamental, tudo isso pode ser trabalhado em poucas sessões”, sugeriu.

Quem passa por ali e acompanha pelo lado de fora não faz ideia dos fatores físicos e emocionais em jogo. Somente Rapha e Mercês sabem quão difícil pode ser permanecer.

Além de levar o Fusca para casa, o vencedor vai ganhar sopas e sucos da Boutique do Suco. Assim como um kit da Mercearia do Banho e um presente da Papier D’art, oferecidos pela Avantte Live Marketing.

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