2 de fevereiro de 1848: os anjos e os campos verdes viram americanos

Numa guerra rápida, os Estados Unidos forçam o México a vender grande parte de seu território ao norte por 15 milhões de dólares

Quem não conhece as cidades de “As Áreas Verdes” e “Os Anjos” nos Estados Unidos? Não? Como muitas outras da região sudoeste, elas têm nome em espanhol, mesmo hoje pronunciadas em inglês. Las Vegas e Los Angeles são americanas desde 2 de fevereiro de 1848, ao término de uma guerra que durou menos de dois anos e que amputou o México de todo seu território norte.

A guerra mexicano-americana parte da vontade de expansão do território “do meio” da América do Norte. A primeira metade do século XIX é de conflito, tanto ao norte com os britânicos e canadenses, quanto ao sul com os mexicanos. O Tio Sam quer ocupar “coast to coast”, do Atlântico ao Pacífico, e na maior extensão possível para alojar seus migrantes europeus cada vez mais numerosos.

No Congresso, as justificativas são políticas: os Democratas consideram, seguindo a linha europeia que norteou a colonização, que é dever dos Estados Unidos levara aos vizinhos sua organização e seus sistemas. Nem que seja a fogo e sangue. Os Republicanos teriam preferido conquistar pelo exemplo e encorajar os mexicanos a aderir ao conjunto de regras US.

No fim de uma guerra que colocou frente à frente menos de 100 mil soldados em cada lado, e teve cerca de 5 mil baixas também nos dois campos, o México foi obrigado a ceder grandes regiões do norte do país para os Estados Unidos.

As regiões conquistadas compreendem inteiramente os atuais estados de Califórnia, Nevada, Texas e Utah, inteiramente o Estado de Novo México, e áreas dos Estados de Arizona, Colorado e Wyoming. Os EUA pagaram 15 milhões de dólares.

Quer saber mais sobre a guerra mexicano-americana? É o assunto dos Cabeças da Notícia da Rádio Metrópoles nesta terça-feira (02/02) entre 07H00 e 09H00. Em 104.1 FM em Brasília e região, e pelo aplicativo ao redor dos cassinos de Las Vegas e no resto do mundo.