escolas estaduais goianas resolveram renovar suas fachadas. Instalaram bem na porta de entrada placas grandes, do tamanho da autoestima da comunidade. Nesses pedaços de metal, estão expostas as excelentes notas conquistadas por toda a rede no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Há seis anos, pais, alunos e professores empenharam-se em revolucionar o ensino do estado. Compraram a briga dos gestores e acrescentaram ao vocabulário diário termos como “Prova Brasil”, “ADA” e “metas”.

O Colégio Estadual Ary Ribeiro Valadão Filho, na periferia de Acreúna, conseguiu 5,1 pontos na avaliação dos anos finais do ensino fundamental, superando a meta de 4,9

Para a surpresa de muitos, Goiás desponta como uma das melhores redes de ensino estaduais do país. Desde 2011, a região subiu a passos largos na avaliação bianual do Ministério da Educação (MEC) que mede não só o conhecimento básico dos estudantes em português e matemática, mas também a permanência e a aprovação dessas crianças e adolescentes em cada etapa dos ensinos fundamental e médio.

Em setembro de 2018, a pasta divulgou os números da avaliação feita em 2017. Goiás bateu as metas estabelecidas pelo MEC tanto nos anos iniciais quanto nos finais do ensino fundamental: os alunos do 9º ano do estado tiveram a maior nota do país.

Se analisarmos apenas a rede estadual, que administra parte do 5º ao 9º ano do fundamental e todo o ensino médio, o desempenho é ainda mais impressionante. Em 2017, os estudantes do 9º ano ultrapassaram a meta de 4,8 pontos exigida pelo MEC e alcançaram 5,2 pontos.

No ensino médio, as redes estaduais de Goiás e de Pernambuco foram as únicas que conseguiram alcançar a nota projetada pelo ministério. Os formandos do 3º ano de 2017 em Goiás tiveram Ideb de 4,3, um décimo acima da pontuação exigida. Pode parecer pouco, mas como esse é um indicador com muitos fatores, extremamente complexo, cada aumento representa um tremendo esforço das escolas.

Apesar de a conquista ter sido expressiva, o trabalho não foi suficiente para o estado alcançar sua meta global. A projeção de cada unidade da Federação leva em consideração também todas as escolas que oferecem a etapa, sejam privadas, federais, municipais ou estaduais. Aliás, nenhuma rede de ensino brasileira conseguiu atingir a pontuação esperada pelo governo.

Goiás teve o segundo melhor desempenho do Brasil, ficando atrás apenas do Espírito Santo. Mais da metade (56,9%) das instituições goianas obtiveram nota acima de 4,7, valor considerado ideal. A média nacional foi de 3,8 pontos. Apesar de o Distrito Federal dividir fronteira com o estado e ter mais condição de se tornar uma vitrine de excelência, não alcançou o desempenho mínimo projetado para o ensino médio e os anos finais do fundamental. A meta só foi atingida nos anos iniciais.

O pior desempenho do DF foi o do ensino médio da rede pública, com índice de 3,4, enquanto a meta era de 4,4. A nota foi inferior à de 2015, Ideb 3,5, e abaixo da média nacional, também de 3,5. Para 2022, o objetivo é o Ideb do Brasil chegar a 6, média correspondente a um sistema educacional comparável aos de países desenvolvidos.

O que é Ideb?

O modelo de ensino do estado consolidou-se ao longo de anos, não surgiu de uma hora para outra. Em 2011, a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce-GO) começou a trabalhar com um currículo de referência criado depois de intenso debate.

Definimos qual conteúdo o aluno precisa saber em cada série e, por meio da Avaliação Dirigida Amostral (ADA), acompanhamos se ele está absorvendo o conhecimento passado a cada bimestre. Assim, o sistema consegue se organizar para dar suporte à escola”,


conta
Marcelo Jerônimo Araújo,

superintendente de gestão pedagógica da Seduce-GO.

Segundo Araújo, o Ideb é um indicador de manutenção complexa, pois tem um equilíbrio frágil entre fluxo e proficiência: o primeiro baseia-se na taxa de aprovação e de retenção dos estudantes na escola, enquanto o segundo avalia a demonstração de quanto os alunos retiveram os conteúdos básicos de português e matemática. Se um aspecto sobe, o outro pode estar em risco.

Segundo Marcelo Jerônimo Araújo, superintendente de gestão pedagógica da Seduce-GO, o modelo de ensino do estado consolidou-se ao longo de anos, não surgiu de uma hora para outra

Este é o desafio: se a escola cobrar muito, a repetência ou a desistência podem aumentar, porque o aluno começa a se frustrar e o fluxo cai. Mas, ao promover medidas como aprovação automática, a proficiência pode ser prejudicada. “O Ideb ajusta essas medidas, pois a educação só evolui se melhorar os dois indicadores de forma conjunta. Esse processo não é simples, o sistema de ensino precisa amadurecer como um todo. A consciência, acredito, tornou-se mais clara para a rede a partir de 2011”, diz o superintendente.

como funciona em Goiás




Diretor de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica do MEC, Raph Gomes também é professor concursado da Seduce-GO e, de 2011 a 2014, foi o superintendente de Inteligência Pedagógica e Formação da pasta. À época, ele visitou cidades como Sobral (CE) para aprender o modelo de gestão que seria aplicado em Goiás logo depois.

Na cidade cearense, o professor lembra de ter ficado impressionado com a atenção oferecida a cada estudante. Se algum adolescente faltasse a qualquer aula, o diretor visitava a casa da família para entender o porquê da ausência.

Eram práticas simples, como ficar no portão da escola para ver como os estudantes chegavam às aulas. São ações mínimas que passam a mensagem: ‘Você se importa com a gente’. Eles se sentem acolhidos naquele ambiente e a comunidade se engaja”, afirma.

“Outras redes de ensino no Brasil que avançaram também foram por esse mesmo caminho. Alagoas, por exemplo, não teve os melhores resultados no Ideb, mas foi um dos estados com maior crescimento. Eles têm material estruturado, avaliações diagnósticas, processo de acompanhamento pedagógico nas escolas e uso de avaliações externas para intervenção”, enumera Gomes.

surpresa no município

Hugo Barreto/Metrópoles

Herique Ferreira, de 15 anos, faz parte do grupo de estudantes do Colégio Estadual de Vicentinópolis que conseguiu a marca histórica de 6,9 pontos no Ideb

Para o professor de matemática Heder Narciso dos Santos, a sistematização do conteúdo bimestral deu fôlego e norte ao corpo docente do estado. “No início da minha carreira, trabalhava-se o livro didático ao pé da letra. Se tinha 200 páginas, o docente chegava ao fim do ano até a 80. Na série seguinte, o aluno não tinha visto os conteúdos necessários. O governo começou a controlar o andamento das aulas, com planejamento conseguimos ficar dentro do currículo proposto”, fala.

Heder foi o mestre orgulhoso do 9º ano que conseguiu o sexto lugar entre as escolas estaduais de Goiás. O Colégio Estadual de Vicentinópolis tinha uma projeção de 5,2 no Ideb e obteve 6,9 pontos. Como essa é a única instituição de ensino da cidade, de 8 mil habitantes, a nota alta garantiu ao município uma melhor avaliação em todo o estado. “A gente esperava um bom resultado, mas quando veio a notícia de que ficamos entre os primeiros, foi muito gratificante. Só quem estava na sala de aula via o esforço dos alunos no dia a dia”, conta.


Herique Ferreira, de 15 anos, faz parte do grupo de estudantes que conseguiu a marca histórica. Para o garoto, o bom desempenho do colégio no Ideb é fator motivador para continuar dedicando-se com afinco. Ele está completando a 1ª série do ensino médio. “Depois de uma nota dessas, a gente vê que vale a pena se esforçar. Em 2019, quero fazer o Enem como treineiro e, quando chegar ao terceiro ano, tirar uma boa nota, entrar na universidade”, planeja o rapaz. Ele aspira trabalhar com informática.

O caso de Vicentinópolis tornou-se um exemplo de que é possível obter bons resultados a médio prazo em educação. A professora Elismá Alves de Sousa foi vice-diretora da instituição, de 2011 a 2016, e passou os últimos dois anos no comando da escola. Quando ela chegou à administração, o colégio havia pontuado 3 no Ideb, valor muito aquém do então esperado. Em 2013, conseguiram alavancar essa nota a 5,3.

“Pegamos a escola com o Ideb muito baixo, mas fomos bastante cobrados pela equipe do governo estadual. Demos o nosso melhor e há cinco anos tivemos o salto. Não imaginamos um crescimento tão grande”, diz a professora. Com a sensação de missão cumprida, Elismá deixou a direção no segundo semestre de 2018 e agora vai se dedicar à educação especial, área que o Colégio Estadual de Vicentinópolis também cobre.

A ex-diretora apontou não só a presença do governo estadual na escola como um fator para o bom desempenho da instituição no Ideb, mas também a participação da comunidade. Os pais estão sempre por perto. Só na festa junina deste ano, conseguiram arrecadar R$ 15 mil para o colégio. “A comunidade como um todo está participando. Temos uma boa parceria com a prefeitura e com o comércio. Os empresários nos ajudam com estágios remunerados para os alunos, por exemplo”, afirma Elismá.

Segundo o professor Heder, outra mudança na estrutura da rede de ensino contribuiu para o melhor rendimento das instituições.

As escolas estaduais goianas eram conhecidas pelas faltas dos professores. Não existia compromisso do mestre e nem do aluno. O governo tirou a gratificação automática de 30% para os titulares e passou a enviar esse dinheiro a cada seis meses a quem tivesse bons resultados. A partir daí, o professor viu que precisa desempenhar para ser bonificado”, aponta.

Disciplina e resultados

Hugo Barreto/Metrópoles

Segundo a direção do CEPMG, o colégio não adotou nenhum método mirabolante para bater as metas

A melhor nota dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio pertence à mesma escola: o Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás de Anápolis Dr. Cesar Toledo. A instituição referência no estado obteve Ideb de 7,5 no 9º ano e de 6,2 na 3ª série do ensino médio. Com mais de 2,1 mil alunos, a unidade educacional vem colecionando boas marcas no indicador desde 2011.

A estrutura do colégio impressiona. Com salas de aula amplas, espaços verdes, quadra poliesportiva e biblioteca com computadores à disposição, o CEPMG, como é conhecido na comunidade escolar, tem muito a oferecer aos seus estudantes. Nas paredes, fotos de bailes de formatura das turmas de ensino médio.

O poder aquisitivo dos alunos varia muito: a constante ali é o nível exigido de cada um para garantir a vaga. A escola admite estudantes apenas no 6º ano do ensino fundamental e na 1ª série do ensino médio, num processo seletivo dificílimo, que nivela os adolescentes por cima. Em caso de abertura de vagas por desistência, é possível chamar um jovem da lista de espera, mas são casos raros.

Com estrutura militarizada, no Colégio Estadual da PM nota-se algumas exigências incomuns em escolas tradicionais, como fardas impecáveis e continências nos corredores

Com estrutura militarizada, nota-se algumas exigências incomuns em escolas tradicionais, como fardas impecáveis e continências nos corredores. Mas existe a compreensão de que muitos ali são crianças, e o olhar austero dos militares deixa passar um ou outro deslize dos pequenos.

No entanto, a relação com o aluno pode ser complicada, sobretudo com a chegada da adolescência. Mas, surpreendentemente, o estado tem bons resultados com estudantes entre 14 e 17 anos, faixa etária geralmente problemática.

O jovem tem uma percepção de mundo diferente da criança. Ele é muito crítico, vive uma fase de inseguranças, mudanças e, nesse período, começa a se ver como dono de si. A escola precisa entender, acolher, mostrar que se importa”,


defende
Raph Gomes,


da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC).

Para ele, outro ponto importante é a maneira como os docentes desenvolvem as disciplinas. A própria Seduce-GO tem, em seus materiais de apoio, sugestões de estratégias de aula para ajudar o professor a abordar assuntos de formas diferentes da tradicional, como a organização de grupos de trabalho para melhor compreender uma matéria. “Muda-se a lógica de ensinar, diferente do clássico ‘eu falo e você escuta’. Essas redes de sucesso conseguem reter os alunos com metodologia e estratégia”, garante Gomes.

Segundo a direção do CEPMG, o colégio não adotou nenhum método mirabolante. “São ações simples para a manutenção de uma escola de excelência: pedagogia de presença, comprometimento, envolvimento da equipe na corresponsabilização sobre o aluno, formação continuada dos professores e acompanhamento da tutoria no ensino. Mas é preciso motivar os jovens”, pontua a coordenadora regional de Educação, Cultura e Esporte de Anápolis, Sonja Maria Lacerda.

A professora Érika de Moura leciona português para as turmas de 3ª série na escola desde 2011, quando a instituição despontou como uma das melhores do estado. “Recebo o resultado do Ideb como se fosse uma medalha de ouro das Olimpíadas. Apesar das dificuldades que enfrentamos, os estudantes fazem eu me sentir vencedora”, comemora.

João Victor Varelo, de 17 anos, gosta do zelo das professoras e da direção. Ele é um dos casos raros no colégio – admitido no 7º ano – e sonha com uma vaga em medicina na Universidade Federal de Goiás. “O Ideb é uma boa forma de testar as escolas e ver se elas estão proporcionando o esperado. Temos uma boa colocação e isso reflete o bom trabalho feito aqui”, elogia o rapaz.


Rede de Sucesso

Toda a comunidade escolar do Colégio Estadual Domingos Alves Pereira mobiliza-se para ter um desempenho eficaz

Nem todos os colégios de Anápolis bateram as metas estabelecidas, mas o município ficou bem acima da média nacional: conseguiu 5,5 no Ideb dos anos finais do ensino fundamental e 4,5 no médio. A 200 quilômetros na direção sudoeste está Acreúna, um município cujas três escolas estaduais atingiram os valores propostos pelo MEC nos anos finais do ensino fundamental: a cidade pontuou 5,4.

Ali, toda a comunidade escolar mobiliza-se para ter um desempenho eficaz. Isso, sem dúvida, deixa os estudantes com a autoestima elevada.


O município tem esse nome por sua proximidade da Rodovia Brasília–Acre, a BR-364, e também do município de Paraúna. Com 21,5 mil habitantes e o aspecto clássico de cidade do interior, Acreúna tem, como outras tantas cidades goianas, a agropecuária como principal atividade econômica.

A melhor nota da cidade pertence ao Colégio Estadual Ana Nastre de Melo, com 6,7 pontos nos anos finais do ensino fundamental. O feito impressiona ainda mais caso se considerado o histórico da instituição, que, até agosto de 2018, funcionava em uma estrutura precária. O prédio era construído com placas sintéticas, e as seis salas de aula, insuficientes para o tamanho da escola, chegavam a temperaturas insalubres por causa do calor seco do Cerrado goiano.

Para a professora de matemática Vanessa Vasconcelos, o sistema estadual de ensino e as avaliações bimestrais foram preponderantes nos bons resultados. “O material de apoio ajuda bastante e as ADAs também permitem aos professores verificarem como esse conteúdo chega aos alunos. Conseguimos mensurar o que está indo bem e o que pode melhorar”, conta a docente.


A vontade dos estudantes é elevar ainda mais o nível da escola. A aluna do 6º ano do ensino fundamental Mariana de Souza, 11, fala em fazer veterinária e garante que a experiência da Prova Brasil foi, até agora, muito fácil.


A garota torceu o nariz para os 6,7 pontos da escola. “Os professores ficaram muito felizes. Não é muito, mas parece bom”, comenta. Ao saber que a média nacional havia sido dois pontos abaixo, a menina entendeu o bom desempenho.

Luta diária

Hugo Barreto/Metrópoles

Isadora Ribeiro está na série final do ensino fundamental no Ary Ribeiro e não esconde a admiração que sente pelos mestres

Se cada décimo acima da meta estabelecida no Ideb vale uma salva de palmas para a escola, o Colégio Estadual Ary Ribeiro Valadão Filho, na periferia de Acreúna, merece ser ovacionado. A instituição conseguiu 5,1 pontos na avaliação dos anos finais do ensino fundamental, superando a meta de 4,9 e ajudando o município a tornar-se um dos maiores sucessos do estado.

O caso do Ary Ribeiro é delicado. A escola atende boa parte da população rural do município no período da tarde e concentra jovens com realidades muito distantes do considerado ideal. Cerca de 80% dos alunos não possuem estrutura familiar tradicional, muitos têm os pais envolvidos na criminalidade ou presos. Além disso, alguns adolescentes ali estão envolvidos com tráfico de drogas e outros delitos. Mesmo com tantas dificuldades, o colégio tem taxa de evasão baixa no ensino regular.

A escola supera as metas estabelecidas desde 2013, quando passou a ser atendida efetivamente pelo governo estadual.

É muito simples: quando o Estado investe, a população dá retorno. Não adianta ter boa vontade em sala de aula se a verba não chega na hora e na quantia certa. Ainda temos menos que o básico na educação, gestores precisam fazer malabarismo, contar com a compaixão da comunidade para comprar insumos pelo menor preço possível. A situação está melhor agora, mas ainda deixa a desejar”,


critica
Clarice Maria Magalhães Ferreira,

diretora da instituição.

O alagoano Emerson Laurentino da Silva formou-se em química e encarou o desafio de tornar-se professor de ciências exatas no Ary Ribeiro, uma escola completamente diferente de todas que havia frequentado, num estado distante do seu. “Tentamos fazer o máximo, e a prova do Ideb mostra que conseguimos, mas é difícil. Muitas vezes, é como dar murro em ponta de faca. Tentamos encontrar alternativas e, graças a Deus, com o apoio e a colaboração de todos, foi possível continuar. O resultado está aí, contra números não há argumentos”, orgulha-se o docente.

Nós tentamos fazer o máximo, e a prova do Ideb mostra que conseguimos, mas é difícil”, diz o professor Emerson Laurentino

Apesar das dificuldades, Clarice conta que tenta motivar a garotada com a perspectiva de um futuro melhor. “Somos periféricos, marginalizados, mas podemos muito mais. Daqui saem futuros advogados, professores, fisioterapeutas. Trabalhamos com a autoestima do aluno, mas também com a do professor. O corpo docente precisa saber que, se nos saímos bem, é porque o estudante se esforçou e a direção não foi omissa”, garante.


Isadora Ribeiro de Sousa, 14 anos, está na série final do ensino fundamental no Ary Ribeiro e não esconde a admiração que sente pelos mestres. “Ficamos mais motivados a estudar”, afirma a garota. Em 2019 deve cursar o ensino médio em outra escola, a Domingos Alves Pereira. A expressão emocionada dos mestres em relação ao ofício da educação reflete diretamente na vontade dos alunos em seguir nas salas de aula. “Não é fácil, mas é prazeroso. Ainda não perdi o entusiasmo que tinha quando comecei, há 22 anos”, lembra Clarice.

O Colégio Estaual Ary Ribeiro Valadão Filho atende boa parte da população rural do município

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