Bolsonaro encerra entrevista após pergunta sobre inquérito contra Pazuello

Em agenda no Ministério da Economia, presidente encerrou entrevista após ser questionado sobre a investigação que atinge o ministro da Saúde

atualizado 27/01/2021 14:24

posse ministro pazuello saude 3Igo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encerrou entrevista concedida nesta quarta-feira (27/1), no Ministério da Economia, após ser questionado sobre o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Ele foi perguntado se o ministro prossegue no cargo, mas evitou se manifestar.

Na segunda-feira (25/1), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito sobre a conduta do ministro da Saúde na crise de saúde no Amazonas. Com isso, ele passa a ser formalmente investigado na Corte.

Na decisão, Lewandowski determinou que a Polícia Federal ouça Pazuello no prazo de cinco dias a partir da intimação. A corporação terá 60 dias para concluir o inquérito.

O pedido de investigação foi enviado ao Supremo no sábado (23/1) pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, com base em uma representação do partido Cidadania e em informações apresentadas pelo próprio ministro Pazuello – além de apuração preliminar da própria PGR.

Após o pedido de abertura de investigação da PGR, o Ministério da Saúde informou que aguarda a notificação oficial para se manifestar.

Caos no Amazonas

Manaus tem vivido dias de caos na saúde pública em decorrência da explosão no número de casos de Covid-19. Nas últimas semanas, chegou a faltar oxigênio nas unidades de saúde, levando à morte pacientes que necessitavam de tratamento hospitalar para a doença.

A previsão do governo do Amazonas é imunizar 1,5 milhão de pessoas até o fim do primeiro trimestre. O estado tem população de 4,2 milhões.

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Bolsonaro foi à sede da pasta da Economia nesta quarta para tratar de medidas para auxiliar bares e restaurantes, tendo em vista novas medidas estaduais e municipais para fechamento do comércio. No encontro com Paulo Guedes, o chefe do Executivo também tratou da redução do PIS/Cofins sobre o diesel, uma das demandas dos caminhoneiros. A categoria convocou uma greve para o dia 1º de fevereiro.

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