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Como deve ser a alimentação do pet filhote para ficar forte e saudável
Confira orientações de como alimentar um pet desde filhote da maneira correta para que ele tenha um desenvolvimento saudável
atualizado
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Assim como é com os seres humanos, a fase de “infância” dos pets determina muitas coisas. Saúde e comportamento são dois fatores completamente moldados pela forma que o animal é manejado. Nesse sentido, uma das maiores influências é a alimentação oferecida.
Nesse período, o organismo passa por muitas transformações. Tudo está em desenvolvimento, inclusive o sistema imunológico e digestivo, os ossos e os músculos. Além disso, os gostos alimentares começam a ser estabelecidos.
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“Filhotes têm particularidades nutricionais específicas, diferentes das de animais adultos, e devem ser alimentados com uma dieta que atenda integralmente às suas necessidades de energia, proteínas, vitaminas e minerais”, explica Ana Elisa Amaral, veterinária da Royal Canin Brasil.
Os cuidados começam no nascimento
Após o nascimento, os filhotes consomem o colostro materno, que fornece anticorpos e fortalecem o sistema imunológico. Depois, o leite é o único alimento até as três ou quatro semanas de vida. Com ele, o animalzinho recebe todos os nutrientes essenciais para ter um crescimento saudável.
Porém, em seguida, por volta do primeiro ao quarto mês de vida, eles passam pela “janela de suscetibilidade”, em que a proteção dos anticorpos diminui. Pensando nisso, o veterinário pode, inclusive, indicar fórmulas que supram as demandas nutricionais desse período.

No primeiro ano, o sistema digestivo e o microbioma intestinal também amadurecem. A associação de prebióticos (MOS) e proteínas de alta digestibilidade favorece o equilíbrio da microbiota. Em complemento, dietas ricas em ômega 3 (DHA) auxiliam o crescimento cerebral e desenvolve o cognitivo e a retina.
Desmame e mix fedding
Após o desmame do leite e com a transição para a alimentação sólida, a variedade de texturas auxilia na adaptação. O ideal é oferecer texturas mais macias, como mousse ou patê, pois elas ajudam na mastigação e digestão. Alimentos secos também podem ser hidratados com água morna, o que incentiva o consumo.

Os tutores devem se preocupar com a neofobia, que é a resistência em experimentar novas texturas. Por isso, outra opção é praticar a mix fedding, nome dado à mistura de alimentos secos e úmidos. Isso ajuda a variar os aromas, sabores e formatos, prevenindo qualquer problema de recusa e alimentação no futuro.
Além disso, a estratégia proporciona mais benefícios à saúde dos pets. O alimento úmido ajuda na saúde urinária, a manter a hidratação e tem menos densidade calórica. Por outro lado, o seco concentra nutrientes e incentiva a mastigação.
Alimente e acompanhe
Para os cachorros, o porte tem tudo a ver com o ritmo de crescimento e necessidades nutricionais. Filhotes compactos — porte pequeno ou miniatura — chegam a fase adulta por volta dos 10 meses. Já os cães grandes podem demorar até 2 anos.

No caso dos gatinhos, eles passam por dois estágios diferentes de desenvolvimento. Começam tendo um crescimento mais rápido e, depois, um mais lento. Os bichanos também se beneficiam de alimentos pensados para cada fase. De forma geral, o acompanhamento regular com veterinário segue sendo indispensável para todos os pets.










