Garçom, tem um fio na minha sopa! A polêmica dos chefs barbudos

Afinal, os chefs podem ou não usar barba?

Uma tendência que tem ficado bem evidente nas cozinhas brasileiras é a dos chefs que ostentam barbas, cavanhaques e bigodes. A prática é polêmica e merece atenção.

Pouca gente sabe, mas, segundo a RDC 216/04 da Anvisa, a lei é bem clara em seu artigo 4.6.6: “Os manipuladores de alimentos devem usar cabelos presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório apropriado para esse fim, não sendo permitido o uso de barba”. Uma RDC é uma norma nacional e serve como espécie de legislação para os estabelecimentos.

Ainda assim, é possível ver muitas fotos em redes sociais de profissionais barbados em suas cozinhas e até mesmo percebê-los ao frequentar seus restaurantes.

No segmento profissional, é sabido que, sendo constatado que os manipuladores não estão com a barba em dia, a fiscalização tem duas saídas: advertência ou multa. O critério fica a cargo do fiscal, já que a legislação especifica.

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Há também uma solução que poucos sabem: a rede de barba, equivalente a uma touca que se usa para proteger os pelos faciais. Os profissionais podem usá-las na cozinha e retirá-las para transitar pelo salão e receber seus comensais.

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Em termos de higiene, esse cuidado é tão necessário? Sim. O fio de barba cai numa proporção menor (cerca de 13 fios por dia, contra 100 do cabelo). Ainda assim, há chance de contaminar os pratos. Poucas coisas são tão desagradáveis quanto encontrar um pelo na comida.

Além de tudo, embora sem estudo conclusivo, imagina-se que, pela proximidade com a boca, haja uma maior concentração de bactérias nos pelos do rosto. E, limpo ou não, nunca é agradável o encontro desse corpo estranho numa refeição.

Seria o momento dos chefs abandonarem o look cool barbado?

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