Confira dicas de como harmonizar drinques e narguilé

Aromáticos, os hookah pedem combinações que destacam ou contrastam os elementos das bebidas

O bom momento que a cena da coquetelaria vive atualmente não deixa dúvidas: há espaço para muito mais que Aperol Spritz, Moscow Mules e Gim Tônica. Prova disso é que bares e lounges com perfis diversos têm buscado apostar em cartas de drinques cada vez mais elaboradas, como, por exemplo, estabelecimentos especializados em narguilé.

Com inúmeras opções de essências para o narguilé, desde os mais frutados até os florais, apimentados e, inclusive, os que têm bebidas alcoólicas em suas composições, surge a dúvida de qual a melhor maneira de harmonizar drinques com o fumo.

De acordo com o bartender Victor Quaranta, se a primeira escolha é o narguilé, o coquetel se torna um complemento aromático. “Uma essência abaunilhada, por exemplo, combina muito bem com uma bebida que leva café”, indica.

Já coquetéis mais refrescantes ou mentolados – como o Mojito – são interessantes se o cliente tem receio de ficar “empapuçado” com o combinado de narguilé e drinque. “Fuja das opções cremosas que levam creme de leite, leite condensado ou leite de coco”, ensina.

Fã de narguilé, o expert conta que sua ideia de bebida perfeita para harmonizar é o Arak Sour, um coquetel à base de destilado de anis típico do Oriente Médio. “Para essa pedida, bata 50ml de arak, 30ml de sumo de limão e uma colher e meia de açúcar na coqueteleira. Ajuste o sabor com uma pitada de cardamomo e gelo. É uma bebida com personalidade”, finaliza.

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Na hora de harmonizar os dois elementos, Pablo Moya, mixólogo e flairbartender responsável pelo cardápio do recém-inaugurado Taj Bar, leva em consideração alguns pontos que o hookah (como é chamado o narguilé em inglês) tem em comum com o charuto. “Bebidas envelhecidas e com toque amadeirado, como rum ou uísque, por exemplo, tendem a combinar melhor”, sugere.

Na opinião de Moya, os clássicos da coquetelaria também merecem ser lembrados durante a harmonização. “O Old Fashioned, à base de bourbon e angostura com raspas de laranja, é uma indicação bem interessante, assim como o Negroni, aperitivo feito com gim, vermute e o fino Manhattan”, diz.

Pablo garante ainda que, para quem já é iniciado no universo dos drinques, vale a pena levar em consideração os vários aromas do fumo e buscar um nível de harmonização mais elevado.

“É possível escolher buscando a aproximação ou oposição das características. Por exemplo, se o fumo tiver uma nota cítrica – como maçã verde, laranja ou limão-siciliano – opte por um coquetel leve e frutado como a margarita, a caipirinha tradicional ou o mojito”.

E vem aí novidade boa para fãs do narguilé. O Essence Lounge Bar promete ser o mais novo point para quem quer fumar com estilo. Localizada na quadra 405 sul, a operação dos primos brasilienses John Herbert, 23, e Michael Douglas, 27, contará com varanda, salão com música ao vivo e lounge vip com sinuca e mesa de poker. “Teremos capacidade para atender 350 pessoas, área para não fumantes e mix de 75 essências, entre importadas e nacionais. Nossa carta de drinques harmonizados, que facilmente ampliarão o sabor do fumo, será lançada com 26 opções, entre clássicos e autorais. O menu oferecerá petiscos, hambúrgueres artesanais e comidinhas”, adianta John Herbert. A inauguração será nas próximas semanas.