Sob nova direção, Brasília Vôlei se prepara para o início da temporada

Com mudanças na gestão, time brasiliense tem como meta a disputa da Superliga B, mas vaga na divisão principal ainda não está descartada

O rebaixamento à Superliga B, ao final da temporada 2018/2019, não significou o fim dos trabalhos do Brasília Vôlei. A equipe passou por profundas mudanças, sobretudo na parte diretiva do time, mas já encaminha os trabalhos para a disputa da divisão de acesso. Agora, a gestão do único representante da capital federal na categoria ficará a cargo de Flávio Thiessen, conhecido por trabalhos no voleibol universitário e também entre os profissionais.

Para se dedicar em tempo integral à gestão do Brasília Vôlei, Thiessen se despedirá, ao menos momentaneamente, do posto de técnico. Ele será o responsável por conduzir o Brasil na Universíade, que este ano será disputada em Nápoles, na Itália. Patrocinadores ainda não estão confirmados. Sabe-se, porém, que o treinador da equipe será Rogério Portela, parceiro de longa data do agora gerente, mas como auxiliar de Flávio Thiessen.

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“Estamos primeiro tomando pé da situação do time e, neste momento, fechando algumas parcerias. O pensamento, agora, é disputar a Superliga B, e não há demérito nenhum nisso, mas em caso de desistência de alguma equipe, nós somos os primeiros na lista por uma vaga na Superliga”, explica o novo mandatário. A decisão sobre os times que participarão da competição nacional sai em meados de julho.

Nas últimas temporadas, o Brasília Vôlei teve elencos que contaram com uma mescla de jogadoras jovens e veteranas. Para a eventual disputa da Superliga B, isso deve se repetir. O novo projeto, porém, visa fortalecer também as categorias de base do vôlei local.

“Essa mescla vai ficar ainda mais evidente. Vamos tentar misturar jogadoras de Brasília e trazer algumas de fora. Nossa intenção é deixar as categorias de base mais fortes para, daqui a dois ou três anos, contarmos com mais jogadoras da cidade no time profissional”, detalha.

Sobre o rebaixamento na temporada passada, Thiessen explica que é algo que faz parte do esporte e pode ocorrer quando a diminuição no orçamento interfere na qualidade do elenco.

“O projeto do time é muito bonito e trouxe bons frutos. O foco não é só no alto rendimento, mas também com as Escolas Brasília Vôlei, nas categorias de base. (Na temporada passada) o investimento foi menor e isso trouxe alguns problemas, mas é algo normal do esporte”, conclui.