Empresário japonês “subornou” membros do COI para escolha de sede

"Você não fica de mãos vazias, é senso comum. Os presentes são baratos", disse ex-executivo da agência de publicidade Dentsu Incl

atualizado 31/03/2020 16:54

A escolha para a sede dos Jogos Olímpicos de 2020 foi feita ainda em 2013 e a decisão ficou para Tóquio, no Japão. Nesta terça-feira (31/03), o ex-executivo da agência de publicidade Dentsu Incl, Haruyuki Takahashi, assumiu à Reuters que “deu presentes” para membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), que participaram da votação.

“Você não fica de mãos vazias, é senso comum. Os presentes são baratos”, disse. A agência de notícias teve acesso a um relatório que continha a relação dos mimos enviados para o senegalês Lamine Diack, dirigente da Federação Internacional de Atletismo. Entre eles estavam câmeras, um relógio de 46,5 mil euros (R$ 250 mil). Outros também foram dados em festa da candidatura do Japão para ser sede.

Takahashi ainda admitiu ter pedido para Diack apoiar a campanha de Tóquio, porém negou ter subornado o integrante do COI ou ter feito algo ilegal. O senegalês, por sua vez, foi acusado de corrupção relacionada a diversos eventos esportivos, inclusive na seleção do Rio de Janeiro para a Olimpíada de 2016, e aguarda julgamento em Paris.

Remarcado por causa da pandemia do coronavírus, os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 que começaria em julho deste ano já tem nova data: 23 de julho de 2021.

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