Oscar: cardiologista explica principais riscos de condições em atletas
O meio-campista Oscar, do São Paulo, está internado após exames diagnosticarem alterações cardiológicas durante exames de rotina no CT
atualizado
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Oscar, meia do São Paulo, está internado desde terça-feira (11/11) no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. O meio-campista teve alterações cardiológicas apontadas durante a realização de exames no CT da equipe. O cardiologista Carlos Dornas explicou quais os riscos que problemas cardíacos podem trazer a atletas de alta performance.
“O mais comum (para atletas) é o infarto usual, doença de placas obstrutivas dos vasos e arterosclerose. Isso pode levar a um infarto durante a prática de uma atividade física”, comentou o especialista.
O especialista ainda explicou que alterações cardiológicas podem ocorrer em decorrência de casos genéticos ou doenças adquiridas ao longo da vida, mas reforça que a segunda opção não é comum em atletas.
“O diagnóstico mais comum entre atletas de alta performance é a miocardiopatia hipertrófica. Esta é uma questão genética, que leva a um aumento da musculatura do coração, com isso predispondo à área de cicatriz e arritmia cardíaca”, afirmou Carlos.
“Outro diagnóstico comum é a anomalia da origem das coronárias. Este é um problema onde os vasos do coração tem o seu trajeto modificado e isso aumenta os riscos de infarto, arritmias e morte súbita”, completou o médico.
Na data da hospitalização do jogador, o São Paulo emitiu uma nota oficial informando que só divulgará atualizações sobre o estado de saúde do jogador caso Oscar autorize. Além disso, somente fará novos comunicados sob posicionamento do hospital.
Necessidade de aposentadoria
A chance de aposentadoria em decorrência de um possível diagnóstico de problemas cardíacos não é descartada por ambas as partes. O cardiologista explicou quais as situações em que é necessária a pausa na profissão devido a uma condição no coração.
“Geralmente situações que levam ao afastamento de atividades e aposentadoria, são situações que são irreversíveis. São situações em que o músculo cardíaco está enfraquecido, sem capacidade de recuperação, situações onde a pessoa apresenta áreas de cicatriz no coração que podem vir de doenças genéticas ou adiquiridas”, começou o especialista.
“Essas áreas de cicatrizes aumentam a ocorrência de arritmias malignas. Casos que possibilitam a recuperação com remédios, permitem o retorno às atividades, mesmo competitivas”, concluiu o cardiologista.






