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Um dos jogadores que mais se movimentam e correm em campo nos jogos da Seleção Brasileira, o meia Willian descarta a possibilidade de a equipe ser afetada fisicamente nesta reta final da Copa do Mundo.

Para ele, o cansaço dos jogadores é natural, mas está longe de ser um grande problema, embora em quase todos os treinos algum jogador tenha sido poupado na Rússia – no desta quarta-feira (4/7), em Sochi, o atleta preservado foi o volante Paulinho.

“O cansaço é normal pelos jogos, como as outras equipes também sentem. A gente precisa de um ou dois dias para se recuperar bem (do desgaste das partidas) e às vezes os jogadores preferem trotar (ao redor do campo) ou mesmo ficar fora do treino visando a recuperação para o próximo jogo”, disse Willian após o treinamento em Sochi, o último da Seleção na cidade escolhida como base na maior parte deste Mundial.

No jogo contra o México, na última segunda-feira (2), Willian percorreu mais de oito quilômetros, se deslocou por praticamente todos os setores do ataque e também ajudou bastante na marcação. O primeiro gol do Brasil, inclusive, teve sua participação em uma jogada pelo lado esquerdo.

O jogador do Chelsea reconhece que a ausência do volante Casemiro diante de um adversário que tem um estilo ofensivo como a Bélgica não é a situação ideal, mas tem certeza de que o substituto – muito provavelmente Fernandinho, a depender apenas da confirmação oficial de Tite – vai manter o nível do titular.

Marcação forte
Willian espera um jogo muito difícil diante da Bélgica, mas não mais do que aqueles que o Brasil enfrentou até agora na Copa. O jogador reconhece que os belgas têm atletas habilidosos no setor ofensivo, como o meia Hazard, seu companheiro de clube, mas destaca que todos os adversários são complicados em um Mundial. Para ele, que vê a seleção em crescimento, o mais importante é o Brasil conseguir impor sua ideia de jogo na partida.

Ele fez uma avaliação dos jogos da Seleção até aqui e afirmou que o Brasil está num momento de crescimento. “Sem dúvida a seleção teve uma evolução desde o primeiro jogo, quando teve a questão do nervosismo de uma estreia. Viemos crescendo e hoje estamos muito bem, no mesmo nível das Eliminatórias. Esperamos levar isso para o jogo contra a Bélgica, com concentração, sem tomar gols, como aconteceu até agora”, disse. (Com informações da Agência Estado)