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Eleito melhor em campo em razão do gol decisivo na vitória por 1 X 0 diante da Bélgica que colocou a seleção da França na final da Copa do Mundo da Rússia, o zagueiro Umtiti disse estar orgulhoso e satisfeito com o desempenho da equipe francesa nesta terça-feira (10/7) e dividiu o mérito do triunfo com todo o grupo.

“Muito orgulho. Trabalhamos muito. Eu que marquei, mas foi uma grande partida. Foi o necessário para chegar à final. Estou orgulhoso. Criando a nossa história e fazendo da nossa maneira. O objetivo era chegar à final e estou satisfeito”, afirmou o zagueiro do Barcelona, após o jogo disputado em São Petersburgo.

O jogador falou sucintamente sobre a comparação entre a geração atual e a de 1998, que, liderada por Zinedine Zidane, conquistou naquele ano o único título mundial da França até hoje.

“Eles fizeram um ótimo trabalho em 1998, e nós estamos fazendo agora muito bem e conseguimos chegar de novo à final. Conseguimos nosso objetivo e estou muito contente”, disse.

Em busca do seu segundo título mundial, a França, finalista pela terceira vez na história, aguarda o resultado da partida entre Croácia e Inglaterra, que se enfrentam na outra semifinal nesta quarta-feira, às 15h, em Moscou, para saber quem enfrenta na final. A grande decisão será jogada no próximo domingo, às 12h, em Moscou.


O jogo
Na Copa do Mundo das zebras e das novidades, haverá tradição na final do próximo domingo (15/7), às 12h, em Moscou. A França bateu a Bélgica por 1 x 0 nesta terça-feira (10), em São Petersburgo, e é a primeira equipe a garantir vaga na decisão do título. Os campeões mundiais de 1998 controlaram o ímpeto da sensação do torneio e mesmo com uma média de idade do elenco de apenas 26 anos, mostraram maturidade para provar que merecem, sim, disputar a taça.

A vitória coloca a França na terceira final de Copa da sua história, todas nos últimos 20 anos. Se em 1998 e 2006 a equipe era liderada por Zidane e não chegou à decisão como grande favorita diante de Brasil e Itália, desta vez tem um repertório mais amplo de craques e o peso da expectativa. Quem eliminou Argentina, Uruguai e Bélgica faz a torcida esperar de forma eufórica por um dos azarões: Croácia ou Inglaterra, seleções que se enfrentam nesta quarta-feira na outra semifinal, às 15h, em Moscou.

Algoz da Seleção Brasileira na última sexta-feira (6), a Bélgica viu se encerrar o sonho de buscar um inédito título mundial e agora fará a decisão do terceiro lugar contra os perdedores do duelo entre croatas e ingleses, no próximo sábado, às 11h, novamente atuando em São Petersburgo.

Talento
Bélgica e França foram as equipes mais talentosas desta Copa até aqui e fizeram uma partida mais de estudo e não tanto de brilho técnico. As duas jovens gerações demonstraram maturidade de veteranos ao não decidirem vaga em uma final de Mundial por individualidades ou apenas no apetite de ganhar. Foi uma semifinal de paciência e análise, definida por uma cobrança de escanteio.
O confronto entre dois países que tanto se conhecem ofereceu dificuldades aos técnicos. Em campo, as duas equipes tinham jogadores companheiros em clubes como Chelsea, Tottenham e Manchester United. Na tribuna de honra, até a família real belga e o presidente francês dividiam espaço. Portanto, todos sabiam que seria difícil surpreender o adversário. Era preciso buscar um fator de desequilíbrio. A França aposta na velocidade e a Bélgica, na organização.

Os belgas conseguiram dar trabalho aos adversários com um esquema mutante, o 3-4-3 com a posse de bola e o 4-3-3 para se defender. Chadli era o curinga pela direita para mexer com a formação. A estratégia possibilitava ao time estabilidade para forçar as jogadas pelo outro lado, na esquerda, quase sempre com Hazard. O camisa 10 foi autor de duas das três grandes chances de gol no primeiro tempo. O goleiro Lloris esteve bem.

A França só passou a dar trabalho depois de sofrer com os ataques belgas. A solução foi acelerar o jogo, ao avançar na correria de Pogba, para depois acionar Griezmann ou os dribles de Mbappé, que, na melhor chance do primeiro tempo, deixou Pavard livre para chutar cruzado e fazer Courtois salvar o gol. O primeiro tempo acabou com os dois times mais soltos em campo.

A partida que parecia um jogo de xadrez precisava de algo para bagunçar o tabuleiro e dar dinamismo. O movimento perfeito para isso foi do francês Umtiti. O zagueiro se desmarcou após escanteio e em ótima antecipação subiu de cabeça para fazer 1 a 0, aos cinco minutos do segundo tempo. A partida ficou do jeito como a equipe francesa queria. A Bélgica precisaria se arriscar e deixar espaço para a velocidade de Griezmann e Mbappé.

Segundo tempo
O jogo inverteu de situação ao longo da etapa final. A Bélgica se viu obrigada a forçar o ritmo, como fazia a França, enquanto o adversário tinha a vantagem e buscou se organizar à espera de algum contra-ataque. Os franceses administraram o ritmo e se permitiriam levar sustos, em especial uma cabeçada de Fellaini e um chute de Witsel. Os belgas não conseguiram impor uma grande pressão.

Nos acréscimos, a França ainda teve chance para fazer mais. Cortouis salvou. O apito final do confronto entre duas gerações talentosas premiou aquela que está mais acostumada a momentos decisivos em sua história. Os franceses mostraram como se controla uma partida, não se expuseram a sofrimentos e puderam soltar o tradicional grito da sua torcida para comemorar a classificação: avante, azuis. (Com informações da Agência Estado)

 

FICHA TÉCNICA

França 1 x 0 Bélgica

 

França
Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernandez; Kanté, Pogba e Matuidi (Tolisso); Griezmann, Mbappé e Giroud (Nzonzi).
Técnico: Didier Deschamps.

Bélgica
Courtois; Chadli (Batshuayi), Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Witsel, Fellaini (Carrasco) e Dembelé (Mertens); De Bruyne, Hazard e Lukaku.
Técnico: Roberto Martinez.

Gol: Umtiti, aos 5 minutos do segundo tempo.

Árbitro: Andrés Cunha (Uruguai).

Cartões amarelos: Hazard, Alderweireld, Kanté, Mbappé, Vertonghen.

Público: 64.286 torcedores.

Local: Arena Zenit, em São Petersburgo (Rússia).