Recorde, domínio inglês e Brasil discreto: o fim da janela de verão

Período de transferências na Europa teve novela Neymar como principal momento. Ida do camisa 10 ao Barcelona, porém, não se concretizou

Matthias Hangst/Bongarts/Getty ImagesMatthias Hangst/Bongarts/Getty Images

atualizado 03/09/2019 17:22

A janela de transferências para a temporada 2019/2020 do futebol europeu, encerrada na segunda-feira (02/03/2019), foi a maior de todos os tempos. Pela primeira vez na história, o mercado da bola global ultrapassou a casa dos 7 bilhões de euros (R$ 35,9 bilhões) em compras e empréstimos de jogadores. O recorde anterior era de 4,21 bilhões de euros (R$ 18 bilhões), estabelecido no período entre junho e agosto do ano passado. Os clubes ingleses continuam a predominar, com o investimento de 1,5 bilhão de euros, mas os três clubes que mais gastaram na janela foram espanhóis (Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid).

Os ingleses conseguiram estender aos negócios a supremacia que demonstraram em campo na temporada anterior, com a conquista dos dois principais torneios: a Liga dos Campeões (Liverpool) e Liga Europa (Chelsea). O valor investido dos clubes da primeira divisão da Inglaterra foi de 1,5 bilhão de euros diante de 1,3 bilhão do Campeonato Espanhol (La Liga) e de 1,1 bilhão do Campeonato Italiano (Série A) – vale destacar a recuperação da capacidade de investimento dos italianos, que ficaram à frentes dos alemães (742 milhões de euros) e dos franceses (670 milhões)

Outras janelas continuam abertas, como a dos Emirados Árabes e de Portugal, que serão concluídas no dia 22 de setembro.

“No cômputo geral, continua a existir um predomínio dos clubes ingleses com relação ao montante gasto, ainda que a janela neste país tenha terminado no dia 8 de agosto e ainda que os três clubes que mais gastaram neste ano sejam espanhóis. Isso atesta que uma distribuição mais igualitária de receitas de TV acaba por fortalecer a liga como um todo”, avalia o advogado Eduardo Carlezzo, especialista em Direito Desportivo Internacional.

Por outro lado, os clubes espanhóis lideram o ranking das maiores contratações, aquelas que chegaram à marca de 100 milhões de euros (R$ 455 milhões): a ida do português João Félix para o Atlético de Madrid, a venda do francês Antoine Griezmann para o Barcelona e o desembarque do belga Eden Hazard no Real Madrid.

Brasil discreto
A janela de transferências teve pouco impacto sobre os clubes brasileiros. Foram realizadas poucas negociações de relevância. A principal delas foi a ida de Philippe Coutinho para o Bayern de Munique por empréstimo. A contratação mais significativa foi a do lateral Éder Militão pelo Real Madrid por 50 milhões de euros (R$ 228 milhões). Em seguida, a chegada de Rodrygo também ao Real Madrid, depois de boa passagem pelo Santos, por 45 milhões de euros (R$ 205 milhões).

O período foi marcado pela frustração da negociação de Neymar. O encerramento da janela confirmou a falta de acordo de Paris Saint-Germain pela venda do atacante. O jogador sondado pela Juventus, procurado pelo Real Madrid e alvo de investidas insistentes do Barcelona acabou por ficar mesmo no time francês.

O Corinthians, por exemplo, não conseguiu cumprir a meta de alcançar R$ 55 milhões com venda de atletas. Algumas peças do elenco foram sondadas, como Mateus Vital, que quase foi para a Roma. A única venda foi a do volante Douglas, que estava emprestado ao Bahia, para o PAOK, da Grécia. Somados outros valores, como o mecanismo de solidariedade com a ida de Malcom ao Zenit, da Rússia, e a venda de Juninho Capixaba no início da temporada, o clube conseguiu R$ 23 milhões.

“O impacto desta janela nos clubes brasileiros foi pequeno, tendo ocorrido poucas negociações de relevância. Este fato pode gerar um impacto ainda mais negativo nas finanças dos clubes, já que é visível neste ano a dificuldade que a enorme maioria dos clubes apresenta para manter pagamentos em dia”, opina Carlezzo.

Valores gastos nas últimas janelas de transferências:

2011: US$ 1,30 bilhão
2012: US$ 1,24 bilhão
2013: US$ 2,01 bilhões
2014: US$ 2,34 bilhões
2015: US$ 2,59 bilhões
2016: US$ 2,79 bilhões
2017: US$ 3,95 bilhões
2018: US$ 4,21 bilhões

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