O filme de Baggio não faz (e jamais faria) justiça ao jogador

Lançado pela Netflix, "Il Divin Codino" leva para a tela a história de Roberto Baggio - contada a partir de seus dramas e suas superações

atualizado 08/06/2021 13:54

Reprodução

Quando se fala em Roberto Baggio, o público brasileiro logo lembra da icônica frase talhada de maneira emocional por Galvão Bueno, ao vivo na transmissão da Globo na final da Copa do Mundo de 1994. “PRA FORAAAA! ACABOU! É TETRA!” Parece óbvio dizer que houve muito mais na carreira do atacante do que aquele fatídico pênalti cobrado bem perto do sol no Rose Bowl, em Pasadena. Para dar o devido peso ao início e ao fim da história de uma carreira brilhante e marcada por um fracasso capital, o filme “Il Divin Codino” foi lançado, neste mês, na Netflix.

A questão é que, para falar de um jogador de tamanha estatura, muitos dos seus fãs ou curiosos sobre a sua vida, o mais apropriado seria um documentário, com falas ricas e depoimentos de quem conviveu com Baggio. No entanto, a produção foi dramatizada e encenada de maneira caprichosa, com atenção aos detalhes da época (o recorte começa nos anos 1980 e vai até 2002). Assim sendo, vemos figuras bastante parecidas com os personagens originais, mas sem aquele viés de contar a verdade, apenas a verdade e somente a verdade. Mas vamos pensar nisso: será que uma lenda dessa magnitude merecia apenas relatos planos sobre sua jornada?

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