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O meio-campista John Obi Mikel revelou nesta terça-feira (3/7) que entrou em campo para defender a Nigéria contra a Argentina, pela terceira rodada do Grupo D da Copa do Mundo, minutos depois de descobrir que o pai dele havia sido sequestrado e seria morto se o jogador reportasse o crime às autoridades. O resgate de Pa Michael Obi foi comunicado pela polícia da cidade nigeriana de Enugu na última segunda-feira (2).

Apesar da notícia em cima da hora, o atleta decidiu disputar a partida. “Eu estava confuso. Não sabia o que fazer, mas sabia que não podia desapontar 180 milhões de nigerianos”, revelou Mikel ao jornal inglês The Telegraph. “Eu tinha que bloquear isso da minha mente e representar o meu país. Os sequestradores me disseram que atirariam no meu pai no momento que soubessem que eu contei a alguém ou denunciei o crime”, afirmou.

Capitão da Nigéria, Mikel disse que preferiu não contar ao técnico alemão Gernot Rohr que estava passando por um problema grave. “Não conversei com o treinador porque eu não queria ser uma distração para ele e o resto do time no dia de um jogo tão importante. Por mais que eu quisesse, não podia”, contou o jogador do Tianjin TEDA, da China.

Troca de tiros
Pelo Twitter, a polícia de Enugu informou que o resgate do pai de Mikel, e dos demais alvos de sequestro pelo grupo criminoso, foi conturbado. “Fizeram contato conosco e pediram 10 milhões de nairas nigerianas (cerca de R$ 107 mil) antes de o nosso núcleo de inteligência descobrir onde era o cativeiro. Houve troca de tiros, o que os forçou a abandonar as vítimas na floresta e nós pudemos resgatá-las”, diz o relato.

A Nigéria perdeu por 2 x 1 para a Argentina, no dia 26, em São Petersburgo, derrota que resultou na eliminação da seleção no Mundial. Antes, os nigerianos haviam perdido por 2 x 0 para a Croácia, no dia 16, em Kaliningrado, e vencido a Islândia por 2 x 0, em Volgogrado, no dia 22. (Com informações da Agência Estado)