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Quatro jogos e nenhum gol marcado na Copa do Mundo da Rússia. O desempenho de Gabriel Jesus, o camisa 9 da Seleção Brasileira, é decepcionante em termos de gols, mas ele garante não estar incomodado com esse jejum. Nesta segunda-feira (2/7), após participar do triunfo por 2 x 0 sobre o México, na Arena Samara, em Samara, pelas oitavas de final, teve seu desempenho tático exaltado pela comissão técnica de Tite, discurso também adotado por ele, além de assegurar que nunca foi, de fato, um artilheiro na sua carreira.

Quando o Brasil liderava o placar por 1 x 0, Gabriel Jesus chegou a mudar seu posicionamento em campo, atuando na marcação pelo lado esquerdo, em auxílio a Felipe Luís, que já havia, inclusive, recebido um cartão amarelo. E ele garantiu não ter qualquer problema para exercer essa função, até por não se considerar um centroavante. “Aceitei numa boa. É uma posição que gosto de jogar, sou mais ponta do que centroavante. E fico feliz por sempre ajudar”, afirmou, em entrevista na zona mista da Arena Samara.

No início da sua passagem pelo Palmeiras, Gabriel Jesus realmente não atuava como centroavante fixo, mas depois começou a exercer a função costumeiramente. “Nunca fui um artilheiro, sou tranquilo quanto a isso”, disse o atacante, que, porém, avaliou que atuar mais aberto, como ocorreu em momentos do jogo contra o México, será situação rara e eventual na sequência da Copa do Mundo. “O jogo pediu isso, acontece. O que a Seleção precisar, eu vou fazer”, acrescentou.

O desempenho tático, aliás, explica a manutenção de Gabriel Jesus entre os titulares da Seleção na Copa do Mundo, mesmo que Roberto Firmino venha se destacando mais na competição, como nesta segunda-feira, quando marcou um dos gols do triunfo sobre o México, aos 43 minutos da etapa final, apenas dois após substituir Philippe Coutinho.

E a garra e entrega de Gabriel Jesus para desarmar os adversários foi exaltada até mesmo por Sylvinho, auxiliar técnico de Tite. “O Gabriel é um trator, a origem dele na base foi de externo. A utilização dele é muito importante numa competição como essa, de recuperação cada vez menor. Nós conversamos e decidimos que o Gabriel poderia contribuir pelo lado esquerdo. Ele cumpriu a função de modo excepcional”, comentou.

Ex-artilheiro
O jejum de gols na Copa do Mundo levou Gabriel Jesus a perder o posto de artilheiro da era Tite na Seleção Brasileira para Neymar, que já fez dois gols na Rússia. O atacante, porém, apontou que ainda não teve chances claras de gol na competição para justificar o seu jejum, que nesta segunda-feira chegou aos 389 minutos pela Seleção.

“Se você pegar os quatro jogos, não tive nenhuma chance clara. Eu ficaria triste se não tive ajudando em nada a equipe, sem correr, veria que está tudo errado para mim. Estou tentando. Falta o gol. Muitas partidas na minha curta carreira, não joguei tão bem quanto agora, mas fiz gol. É complicado ser o 9 e não fazer gol, mas estou contente com o meu desempenho. É a Copa e se tiver de abdicar dos gols para ser campeão, não tem problema”, disse. (Com informações da Agência Estado)