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Os donos da casa estão preocupados com o cansaço nas fases decisivas da Copa do Mundo. Diante da Espanha, a seleção da Rússia enfrentou uma prorrogação e ficou com a bola em apenas 25% do tempo — o rival chegou à marca de mil passes trocados. Ou seja, os russos correram atrás da bola. A temperatura na hora do jogo foi de 27 graus. Agora, diante da Croácia, neste sábado (7/7), pelas quartas de final, a comissão técnica está preocupada com o calor de Sochi, onde a temperatura deve chegar aos 30 graus.

“Já estivemos em Krasnodar, conhecemos o tempo. Não vai ter muita influência”, desconversou o meia Yury Gazinsky, que joga no clube de Krasnodar, cidade de temperaturas elevadas onde o grupo já treinou.

Para minimizar o desgaste, os jogadores esperam contar novamente com o apoio da torcida. Será o primeiro jogo do time na Copa do Mundo em Sochi. No estádio Luzhniki, em Moscou, quase 80 mil pessoas empurraram os jogadores da Rússia. Em São Petersburgo, a pressão também foi grande diante do Egito, no jogo que garantiu a classificação à fase eliminatória. “Estamos muito orgulhosos e esperamos fazer ainda mais. É uma emoção e dá apoio extra. Esperamos demonstrar o nosso futebol”, disse o goleiro Igor Ankifeev.

Os jogadores reconhecem que a seleção precisa evoluir em relação ao jogo contra a Espanha. Embora classificados, os atletas adotaram uma postura exclusivamente defensiva e abriram mão da posse de bola para jogar apenas no contra-ataque. “Os espanhóis dificultaram muito, pois controlam o jogo. Sabemos que podemos mostrar outro futebol e esperamos fazer isso contra a Croácia. Vamos discutir e estudar o adversário. As pessoas acreditaram e sabiam que era importante este jogo contra a Espanha. Mostramos que era possível e podemos ir além”, afirmou Yury Gazinsky.

Apesar do discurso otimista, a Rússia novamente deverá adotar a estratégia do contra-ataque e explorar o jogo aéreo para tentar surpreender os croatas, que são favoritos no confronto deste sábado (7).