Bombas da 2ª Guerra foram achadas perto do palco da estreia do Brasil

Cinco delas foram encontradas durante as primeiras escavações e um minucioso trabalho à procura de outras precisou ser realizado

Buda Mendes/Getty Images

atualizado 17/06/2018 11:47

Palco da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia, a novíssima Arena Rostov deveria ter começado a ser erguida em 2013, mas as primeiras fundações só foram feitas dois anos mais tarde. Se no Brasil o motivo do atraso poderia ser entraves burocráticos, no sul do país europeu a causa foi mais peculiar: bombas da Segunda Guerra Mundial. Cinco delas foram encontradas durante as primeiras escavações e um minucioso trabalho à procura de outras precisou ser realizado.

As cinco bombas da Segunda Guerra estavam intactas e foram parar lá muito provavelmente durante as batalhas travadas pelo exército soviético contra os nazistas entre 1941 e 1943. O domínio daquela área era estratégico porque Rostov é porta de entrada para o Cáucaso e fica próximo a cinco mares: Negro, Cáspio, Branco, Báltico e de Azov.

A região também foi palco de conflitos anteriores. Durante a Revolução Russa, a área de Rostov foi disputada pelos exércitos Branco e Vermelho. Por séculos foi dominada pelos cossacos, povo conhecido por sua bravura e capacidade de guerrear.

História macabra
Com 1,2 milhão de habitantes, Rostov é a maior cidade da região, mas ganhou o indesejado título de “cidade da morte” por ter sido local da ação do mais famoso serial killer do país, Andrei Chikatilo. O ucraniano, nascido em 1936, se mudou para a Rússia aos 25 anos. Formado engenheiro, ganhou notoriedade sob a alcunha de Açougueiro de Rostov — e isso nada tinha a ver com sua profissão.

Ele foi condenado à morte em 1992 pelo assassinato e mutilação de 52 pessoas, entre mulheres e crianças. Chikatilo confessou um número ainda maior de vítimas, 56, mortas entre 1978 e 1990. Ele foi executado em 1994, após seus pedidos de clemência serem negados.

Arena
Construída na margem esquerda do rio Don, a Arena Rostov tem capacidade na Copa do Mundo para 45 mil pessoas. Após o torneio, parte das arquibancadas será removida e o estádio passará a abrigar cerca de 25 mil torcedores. Seu custo final foi de R$ 1,17 bilhão.

O estádio faz parte de um amplo projeto para modernizar aquele lado do rio. A ideia é que a área ao redor se transforme em importante centro de esportes e saúde. Um canal para remo, uma área de esportes aquáticos, uma pista de patinação no gelo, uma quadra de handebol e um centro equestre deverão ser finalizados em breve e serão usados no preparo de atletas olímpicos.

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