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Gabriel Jesus nunca teve problemas com inícios. O atacante se destacou quando subiu aos profissionais pelo Palmeiras e marcou gols nos seus jogos de estreia por Manchester City e Seleção Brasileira. Este domingo (17/06) também será de um novo começo para o jogador, que pela primeira vez defenderá o Brasil em uma Copa do Mundo. E ele admite que a situação lhe deixa ansioso.

“Por mais que tenha tirado de letra outras estreias, tranquilo não é. A ansiedade bate, ainda mais na Copa, o maior torneio do futebol. Mas vou procurar ficar tranquilo”, afirmou Gabriel Jesus, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (14), em Sochi, já projetando o duelo de domingo com a Suíça em Rostov.

Além da precocidade — é o mais jovem jogador do grupo de Tite –, Gabriel Jesus também chama a atenção pelos gols, tanto que é o artilheiro do Brasil sob o comando do treinador, tendo marcado dez vezes. O atacante do Manchester City rejeita, porém, ter a artilharia da Copa como meta e evita apontar quem ele considera que pode conquistá-la.
“É difícil citar nomes para a artilharia porque tem muito jogador que tem possibilidade de terminar como artilheiro. Claro que seria muito bom para mim, mas dou importância maior para o objetivo coletivo. Estou ali para fazer gol, mas minha meta é outra"
Gabriel Jesus, atacante da Seleção Brasileira

No setor ofensivo da seleção brasileira, Gabriel Jesus tem a companhia de Neymar, um astro mundial e a quem considera amigo fora dos campos. E ele destaca que essa relação proporciona resultados positivos também dentro dos gramados. “Acredito que tendo boa relação, amizade, considerando irmão, você leva para campo, as coisas fluem. Você corre mais pelo seu amigo e dá a vida. As relações que tenho com todos e que todos têm comigo ajudam no campo”, concluiu Jesus, exaltando o entrosamento com Neymar dentro e fora de campo.

Força coletiva

Philippe Coutinho, Willian, Neymar e Gabriel Jesus compõem o quarteto ofensivo da seleção brasileira, que conta com apenas um volante de mais pegada, Casemiro. A escalação da equipe nacional para a estreia na Copa do Mundo indica a necessidade de os atacantes exercerem função dupla, também ajudando na marcação no duelo de domingo com a Suíça, em Rostov, e na sequência da competição. A situação é encarada com naturalidade por Jesus.

“Faço isso desde quando subi para o profissional, quando jogava de ponta esquerda, voltava para contribuir com o lateral, ajudando a equipe. Sempre vou fazer isso, até onde meu corpo deixar “, afirmou, também apontando que da ação defensiva de um atacante pode surgir um gol do Brasil.

Mas mais do que ajudar na marcação, o quarteto ofensivo do Brasil tem a necessidade de liderar a equipe e conduzi-la ao sexto título mundial. “O coletivo do Brasil é forte. A gente vem mostrando que mesmo quem tem entrado ajuda. O nível continua o mesmo com as trocas, ou até mais alto”, comentou Gabriel Jesus, artilheiro do Brasil sob o comando de Tite, com dez gols.

Além disso, Gabriel Jesus apontou que o título pode colocar o seu nome e o dos companheiros na história da seleção brasileira, algo que ele admite almejar. “Quero colocar meu nome na história do Brasil, sem apagar o dos outros. Temos que conhecer nossos ídolos, exaltar os que fizeram história e ganharam muito com a camisa da seleção”, concluiu o atacante de apenas 21 anos.