15 meses após o 7 a 1, Brasil inicia luta por uma vaga na Copa da Rússia
Metrópoles ouviu especialistas do futebol que acreditam na vaga, mas com extrema dificuldade
atualizado
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Quis o destino que a seleção brasileira começasse a luta por uma vaga para a Copa do Mundo da Rússia exatamente 15 meses após a derrota por 7 a 1 contra a Alemanha. Diferentemente daquele embate, quando jogou com a torcida ao seu favor (o que não adiantou muita coisa), o duelo contra o Chile será fora de casa e contra uma equipe embalada pelo título da Copa América 2015. A partida começa às 20h30 desta quinta-feira (8/10), em Santiago.
A fase do futebol brasileiro não é boa. A fatídica derrota para a Alemanha, a eliminação na Copa América e a suspensão de Neymar geram enorme desconfiança dos torcedores e da imprensa nacional. Muito se fala de uma possível não-classificação para o Mundial de 2018 – fato inédito na história da seleção.Neymar, principal craque do time, cumprirá dois jogos de suspensão devido as confusão na Copa América. A CBF tentou recorrer, mas não obteve sucesso na Corte Arbitral do Esporte. Assim, contra Chile e Venezuela, o atleta não estará à disposição de Dunga, retornando apenas contra a Argentina, em novembro.
Dificuldade, mas com vaga
Os profissionais do futebol consultados pelo Metrópoles não concordam com o pessimismo pós-Copa do Mundo. Todos acreditam na classificação do Brasil para o torneio de 2018. Mas afirmam que não será fácil.
Vai ser uma Eliminatória muito difícil. Mas se eles querem recuperar o respeito da seleção (brasileira), essa é a melhor oportunidade
Gilson Granzotto, técnico do Gama
As Eliminatórias são uma pedra no sapato do futebol brasileiro. Mesmo conquistando a vaga com facilidade em 2006 e em 2010 (não participou da temporada passada por ser o país-sede), tais equipes tiveram um futebol inconstante. Também sob o comando de Dunga, em 2010, por exemplo, a seleção foi vaiada nos jogos nos empates sem gols contra Venezuela, Bolívia e Argentina.

“As Eliminatórias são complicadas. Nas últimas vezes em que o Brasil foi campeão do Mundo (1994 e 2002), a seleção se classificou com dificuldades. A Argentina, que atropelou em 2002, caiu logo na primeira fase”, lembrou o técnico Marcos Soares (ex-Brasiliense e Brasília).
“Para a Copa de 1990, o Brasil sofreu contra o Chile, no Maracanã. Não é uma competição simples”, lembrou o treinador do Brasília, Omar Feitosa.
Rivais mais fortes
A dificuldade que os treinadores tanto pregam se deve pela queda de rendimento do Brasil e pelo crescimento das demais seleções sul-americanas.
Houve uma evolução das seleções da América do Sul. Chile, Colômbia, Peru estão fortes. E o Brasil ainda vive uma crise devido a última Copa do Mundo
Omar Feitosa
“Os jogadores vão precisar se entregar muito mais nesse momento do que em uma Copa do Mundo, por exemplo”, complementa Gilson Granzotto.
Uma coisa é certa. O fantasma do 7 a 1 permanecerá assombrando o Brasil a cada jogo das Eliminatórias. E ele só será exorcizado após uma nova conquista de Mundial. Restam 25 jogos, sendo 18 da fase classificatória e outros sete dos jogos na Rússia.
