De férias em Brasília, Adriano Moraes fala sobre futuro no One Championship

Brasiliense revê amigos e família na capital antes de retornar aos EUA para focar na defesa do cinturão dos moscas da organização

atualizado 05/10/2021 0:24

Igo Estrela/Metrópoles

Como todo bom brasiliense, Adriano Moraes é um visitante frequente da Chapada dos Veadeiros. As cachoeiras que os candangos costumam visitar para repor as energias antes de voltar à rotina também foi um dos destinos do campeão dos moscas do One Championship, de férias em Brasília.

O Black Diamond visitou a redação do Metrópoles, falou sobre a grande vitória sobre Demetrious Johnson, em abril, sobre UFC e o futuro como dono de cinturão no One.

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Brasília

Morador da Asa Norte na adolescência, Moraes não abandona suas raízes. Residindo em Boca Raton, na Flórida (EUA), o peso-mosca passa férias na cidade onde nasceu e que viu os primeiros passos na carreira do lutador.

Na Asa Norte, Moraes descobriu o Jiu-Jítsu, deixou um passado de brigas e gangues, e começou a praticar MMA, iniciando o caminho até o cinturão dos moscas (até 57kg) do One. “Amo voltar para Brasília. A gente descobre quem a gente é de novo. O que mais gosto é poder sair, e voltar para rever meus amigos e minha família. Visito as academias que eu costumava treinar”, conta.

Basta acessar as redes sociais do detentor da cinta dos flyweight para conferir que nem no descanso o brasiliense deixa de treinar. “Quando cheguei aqui recebi mensagem de um dos meus treinadores dizendo para eu ir com calma, mas a gente dosa bem os treinamentos porque na volta é pau na máquina de novo”, brinca Mikinho, como também é conhecido.

Nada anormal

Adriano ganhou destaque mundial ao bater Demetrious Johnson, ex-lutador do UFC, na defesa de cinturão dos moscas, em abril. Com uma joelhada impressionante, o brasiliense aplicou o primeiro nocaute da carreira de Johnson e manteve-se no topo da categoria do One Championship. Veja o momento da vitória de Moraes:

Porém, Mikinho conta que a vitória foi resultado de muito treino e trabalho, e que entrou para o combate da mesma forma como em qualquer outra defesa de cinturão e que pouca coisa mudou após um dos triunfos mais importantes da carreira.

“O que realmente mudou foi o reconhecimento de outras pessoas além do MMA. Acho que foi a única mudança. Porque continuei fazendo o que sempre fiz: ir para a Ásia, vencer, voltar para casa, descansar com os amigos e retorno o foco para a próxima luta”, conta.

Futuro

Ao Metrópoles, Adriano indicou os caminhos que pode seguir no One. O brasiliense tem três possíveis lutas na organização e deve voltar a defender o cinturão ainda em dezembro. O candango renovou contrato por mais quatro combates com o evento.

São três possíveis embates na defesa do cinturão, com data prevista para 17 de dezembro: a trilogia contra o cazaque Kairat Akhmetov, luta contra o japonês Yuya Wakamatsu ou o segundo combate contra o filipino Danny Kingad.

UFC

A grande maioria dos lutadores brasileiros e de outras partes do mundo vê o UFC como ápice da carreira. Mas Adriano revela que hoje é feliz na organização de Singapura e que lutar no octógono do evento de Dana White não está em seus planos por agora.

Segundo Moraes, o UFC já tentou contar com o brasiliense em seu plantel de lutadores, mas One e Adriano sempre optaram pela continuação da parceria, que já dura oito anos.

“As pessoas têm que parar de pensar que o UFC é a melhor organização no sentido de pagamento de atletas. Sou da categoria mosca, então a categoria não tem muito espaço no evento. Não é só no UFC que eles pagam bem os atletas. O One Championship foi a primeira organização que acreditou no meu trabalho depois que conquistei o cinturão no Shooto Brasil, em 2013, e de lá para cá o One rebateu todas as propostas do UFC”, revela, afirmando que o One também recusou uma proposta do UFC após a vitória sobre Jonhson.

“Não é só dinheiro no bolso”

Aos 32 anos, o brasiliense avalia que já trilhou o caminho mais difícil e quer seguir fazendo o que sempre fez. “Não é só o bolso cheio de dinheiro. Não é só a fama. Dignidade é tudo. É você poder falar e ter alguém para escutar suas ideias, fazer com que a coisa flua bem. Quero mais mesmo é ver minha família feliz, poder ajudar minha família, meus amigos que sempre me apoiaram e estão comigo desde o início de tudo”, diz.

“Agradeço o carinho, o suporte de todos, que sempre vibram, sempre torcem quando eu luto. Quem acorda cedo para assistir as lutas… Amo Brasília, amo poder voltar na nossa terra e ver que nosso povo é muito guerreiro, de todo esse cenário, de luta, de sangue, o melhor é poder voltar para casa e ser recebido pelo meu povo e é o que me fez ter sucesso no MMA”, finaliza Adriano.

 

 

 

 

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