Com recordes na bagagem, Caio Bonfim chega a Tóquio na briga pelo ouro
Marchador de Sobradinho confirmou índice olímpico na prova de 20 km e quebrou recorde estabelecido desde 2011
atualizado
Compartilhar notícia
Alto nível e bons resultados às vésperas da competição mais importante. É assim que Caio Bonfim, da marcha atlética chega aos jogos de Tóquio. Depois de conquistar medalhas nos Pan-americanos de Lima e de Toronto, e quase subir ao pódio no Rio em 2016, o atleta chega como chance de medalha para a edição deste ano.
Aos 30 anos de idade, o atleta de Sobradinho é outro representante do Distrito Federal nos jogos de Tóquio. Além do atleta de Brasília, o time da marcha atlética masculina 20 km ainda conta com as presenças de Lucas Mazzo e Matheus Corrêa.
Caio Bonfim confirmou a vaga para a Olimpíada em abril deste ano. Com um tempo de 1h 20min 13s 68 no percurso de 20km, o marchador manteve vivo o sonho da medalha olímpica e, de quebra, superou o recorde estabelecido por Cristian Chocho, do Equador, em 2011. Com isso, Caio quebrou o recorde Sul-Americano na categoria.
O início e a influência familiar
O marchador teve muita bagagem e uma influência muito forte dentro de casa para iniciar na marcha atlética. Isso, porque, seus pais também eram ligados à modalidade. Gianetti Sena e João Evangelista de Sena Bonfim foram praticantes, inclusive, a mãe dele foi oito vezes campeã brasileira e o pai é treinador há cerca de 30 anos.
Só que nem sempre tudo esteve tão certo para que ele se tornasse o atleta que é hoje em dia. Na infância, Caio Bonfim enfrentou problemas de saúde que colocaram em cheque a sua capacidade de praticar alguma atividade. Graças à cirurgias, ele conseguiu se desenvolver normalmente e à partir dos seis anos de idade entrou para o mundo dos esportes.
Caio só foi dar seus primeiros passos dentro da marcha atlética com 16 anos de idade. Gianetti, a mãe dele, também é a treinadora e quem esteve junto com ele na preparação para as principais conquistas da carreira.
O currículo de Caio
Uma das primeiras conquistas do marchador que o colocaram sob os holofotes foi o 6º lugar no Mundial de Pequim, em 2015. Esse tinha sido o melhor resultado de um brasileiro na história até ali. Pouco tempo depois, veio a medalha de bronze nos jogos Pan-americanos de Toronto, no Canadá. Caio mostrava para todos que tinha chegado de vez para brigar por coisas grandes.
No ano seguinte, quase realizou um sonho. Na Olimpíada do Rio, Caio acabou ficando na 4ª posição com um dos melhores tempos de sua carreira. Apesar de não ter subido ao pódio, ele provou mais uma vez que não era um mero atleta entre tantos outros, mas que estava na luta pelas principais posições.
E o resultado veio logo no ano seguinte. No Mundial realizado em Londres, na Inglaterra, garantiu mais um bronze para a sua coleção.
De volta aos jogos Pan-Americanos, desta vez em Lima, no Peru mais uma medalha, só que desta vez de prata.
O recorde batido em abril, dá uma prova de que o marchador chegará forte na Olimpíada deste ano e pode trazer o ouro inédito na categoria.
As provas de atletismo começam no dia 29/7.