Netflix: sete motivos para assistir à 2ª temporada de Titans

A segunda parte da série conta com novos personagens, o fim de crises da primeira sequência e dicas sobre os próximos capítulos

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atualizado 13/01/2020 20:00

A Netflix lançou a segunda temporada da série Titans, série baseada nos personagens da DC Comics. O seriado passou o primeiro ano focado em resolver os “problemas familiares” de Rachel (Teagan Croft) e plantou as sementes da trama abordada nesta sequência. Os 13 episódios já estão disponíveis na plataforma.

A produção conseguiu equilibrar o tom sombrio e sério com momentos de romance e alívios cômicos, e consertou – em partes – a falha no aproveitamento de alguns personagens. Mutano (Ryan Potter), por exemplo, tem mais participação nesta temporada e consegue se consolidar como um bem humorado e compreensivo um elo entre os titãs. A trama ainda peca ao focar muito no conflito interno de Dick Grayson (Brenton Thwaites), o ex-Robin continua em sua busca por identidade, mas esse foi um mal necessário para o crescimento dele, graças a profundidade emocional da atuação de Thwaites.

A introdução de novos personagens também foi um dos acertos desta temporada. Colocando outros heróis e vilões para compor passado e presente do grupo, Aqualad (Drew Van Acker), Slade Wilson (Esai Morales), Conner (Joshua Orpin) e a amazona Jilian (Ann Magnuson) – monitora da Wonder Girl Donna Troy (Conor Leslie) – são vistos na série com a importância e peso em cada uma de suas aparições. Até o passado de Kory/Estelar (Anna Diop) volta para assombrá-la, dando a entender que a terceira temporada vai se aprofundar no conflito de seu planeta natal, Tamaran.

Confira abaixo motivos para assistir a série:

Vilões clássicos

Os fãs de Jovens Titãs, Liga da Justiça e outras produções da DC Comics vão reconhecer as menções à inimigos antigos e suas aparições. A segunda temporada introduz especialmente Slade Wilson, o projeto Cadmus, Dr. Light e cita até o Coringa.

Com os titãs relativamente mais treinados, as batalhas se tornaram mais violentas e melhor coreografadas do que na primeira temporada. Por mais que o telespectador não veja tanto do treinamento como em Arrow ou Flash, os personagens dão a entender que aperfeiçoaram suas habilidades de conflito.

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Novos titãs

Rose Wilson chega aos titãs e logo é tema de diversas discussões por ser filha de um dos maiores inimigos dos antigos membros do grupo: Slade Wilson. Quem assistia ao desenho Jovens Titãs vão logo ligar a história da garota à participação da Terra, na série animada de 2003. Elas não são a mesma pessoa, mas a dinâmica das personagens é igual.

Também vale falar do conflito de Conner, futuro Superboy, que é acordado pelos latidos do cachorro Kripto. Os dois são experimentos da Cadmus e fogem para os titãs.

Mas nem tudo são rosas para os Conner e Kripto, pois, além de perseguidos pelo projeto criador, eles têm que se adaptar à vida completamente desconhecida fora dos laboratórios.

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Rachel se torna mais Ravena

Rachel foi uma das personagens que a série mais mudou, principalmente suas origens. Nos HQs/animações ela é filha de Trigon, assim como na televisão, mas a diferença é que a garota não passou pelo treinamento em Azarath na produção da Netflix.

Nesta temporada podemos ver o início das transformações necessárias para ela se tornar a heroína conhecida pelos fãs.

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Dawn se torna mais independente de Hank

A participação de Dawn (Minka Kelly) na primeira temporada é resumida em ajudar Hank (Alan Ritchson). Na segunda parte da produção, a Columba está mais forte. A personagem mostra ao telespectador que consegue equilibrar seu jeito carinhoso e sua ternura com pulso firme, poder e influencia. Ela também é um exemplo de bom senso entre os titãs antigos.

A mulher se mostra afetada pelo passado, mas consegue não ceder completamente ao sentimentalismo e mantém os outros nos eixos. Dawn pressente o perigo e consegue acalmar os ânimos, principalmente de Hank, mas ainda não sabemos se essa habilidade vai se tornar algo além de um traço da personalidade dela ou se, como nos HQs, será um poder.

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Mutano mais presente

O mutante Gar Logan volta nesta temporada mais presente do que na primeira e consegue se colocar como um dos principais elos dos titãs. Ele ainda não tem a atenção que merece, mas, finalmente, podemos ver ele lutando como humano e tigre – e, consequentemente, conhecer mais um pouco do personagem.

Ele também mostra que sabe se transformar em animais além do tigre , mas não explora essa habilidade com profundidade. Gar termina a temporada se recompondo de problemas recém-criados, mas sem perder a essência do Mutano que conhecemos.

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O fim de uma crise

A crise existencial de Dick Grayson toma conta de algumas partes da produção, mas é um mal necessário para a trama, visto que ele precisa encontrar quem é para liderar o grupo. Ele enfrenta seus demônios antigos, revela segredos e faz loucuras para descobrir o que deve se tornar para unir seus amigos/família.

Dick ainda passa algum tempo recluso para colocar a cabeça no lugar. Ele é o personagem que mais aborda a própria saúde mental, direta ou indiretamente. Ou o herói fala de sua infância e seus problemas, ou ele da sinais de que está perturbado com suas ações e trejeitos.

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Mais presença feminina

Por diversas vezes as heroínas do grupo resolvem os problemas sozinhas, enquanto os heróis Dick e Hank estão em suas respectivas crises existenciais. Elas mostram que conseguem deixar os problemas pessoais de lado para cumprir seus deveres e ainda ajudar os dois amigos.

Estelar e Ravena estreitam seus laços sem deixar de lado Columba e Wonder Girl e, posteriormente, Rose Wilson. As quatro terminam a temporada em momentos intensos de suas trajetórias.

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