Césio-137: o que aconteceu com bombeiro e servidora da Vigilância Sanitária
Após a abertura de uma cápsula de césio-137, Goiânia viveu o maior acidente radiológico do Brasil, em 1987. Série da Netflix retrata o caso
atualizado
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Após a abertura de uma cápsula de Césio-137, Goiânia viveu, em 1987, o maior acidente radiológico do Brasil. Ao todo, 249 pessoas foram contaminadas. Quatro mortes foram oficialmente reconhecidas na época, mas outros atingidos desenvolveram doenças graves e morreram nos anos seguintes em decorrência da exposição.
A tragédia começou com a disseminação de 19,26 gramas de cloreto da substância, que acabou expondo centenas de pessoas à radiação. O episódio é retratano na série Emergência Radioativa, da Netflix. Entre as vítimas, estão um bombeiro e uma servidora da Vigilância Sanitária, que perderam a vida após a exposição.
O bombeiro Sebastião Antônio do Nascimento atuou durante a resposta à calamidade pública na capital goiana. Segundo a Associação dos Militares Vítimas do Césio-137, cerca de 30% dos policiais militares envolvidos na operação foram aposentados por problemas de saúde.
Em 2002, o Governo de Goiás passou a conceder pensão especial vitalícia a bombeiros que foram irradiados ou contaminados durante o trabalho. Sebastião morreu um ano antes. A legislação também prevê o pagamento do benefício a descendentes por até duas gerações.
Outra vítima foi Maria das Graças Vieira, auxiliar de serviços gerais da Superintendência de Vigilância Sanitária, onde o material radioativo chegou a ser armazenado. Anos depois, ela descobriu um nódulo no seio. Casos de câncer se tornaram uma das principais consequências entre os contaminados pelo acidente.
A exposição ainda afetou a mãe dela, Terezinha, também diagnosticada com câncer. Segundo o jornal O Popular, ela morreu em 1994, após metástase, quando a doença se espalha para outras partes do corpo.
Veja fotos das pessoas reais que inspiraram série:




























