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Aos 64 anos, Richard Clayderman excursiona pelo mundo tocando a conhecida “música clássica popular”: quando o pop romântico remodela o erudito/instrumental e alcança milhões de pessoas. Segundo definição do Guinness, o Livro dos Recordes, o francês é o “pianista mais bem-sucedido do mundo”. Mais de 200 discos e 1,3 mil melodias gravados. Ele traz sua turnê que comemora quatro décadas de carreira a Brasília em 12 de abril, em show no Centro de Convenções.

O marco inaugural de Philippe Pagès, nome de batismo do parisiense, foi justamente seu maior sucesso: Ballade pour Adeline, da dupla Paul de Senneville e Olivier Toussaint, compositores frequentemente interpretados por Clayderman.

Dono de mais de 90 milhões de discos vendidos, Clayderman conversou com o Metrópoles. Falou sobre sua rotina ao piano, como se prepara para se apresentar ao público e a fácil conexão com plateias de diversos países – o público asiático é um dos mais apaixonados pelo artista.

Confira o papo:

É diferente tocar na América Latina e no Brasil? As plateias aqui costumam ser mais intensas do que na Europa e nos Estados Unidos?
Eu acho que há, sim, diferenças na vibração. No Brasil, o público é um pouco mais quente.

O setlist promete reunir seus grandes sucessos. O que mais deve pintar no show?
Planejo tocar meus clássicos e trabalhos originais. E misturar isso com algumas músicas de um novo projeto.

Você é um pianista e instrumentista mundialmente conhecido há décadas. O que torna a sua música tão universal e popular?
Acho que é uma combinação de habilidades e talento ao tocar piano. Sou uma pessoa capaz de tocar o coração das pessoas com o meu estilo e minha música.

Já li em outras entrevistas suas que você se descreve como um músico esforçado, um trabalhador. Como funciona sua rotina diária?
Eu tenho uma rotina bem delineada. Pratico de duas a quatro horas todos os dias. Sempre o repertório do meu próximo show. Faço vários exercícios musicais ao piano.

Você é um dos principais representantes da chamada “música clássica popular”. Em tempos de redes sociais e streaming, qual a função dos clássicos?
Temos vários canais via internet e uma tecnologia muito avançada para acessar conteúdos. Há uma chance maior de as pessoas ouvirem música clássica atualmente. Está muito mais fácil ir atrás e ouvir. Eu mesmo sempre procuro artistas novos na internet.

Richard Clayderman
Em 12 de abril (quinta), às 21h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ingressos (preços de meia-entrada): R$ 100 (superior), R$ 120 (VIP A), R$ 150 (VIP), R$ 200 (gold), R$ 250 (premium) e R$ 2 mil (lounge com sofá de quatro lugares). À venda pela internet e nos shoppings Brasília Shopping, Conjunto Nacional e Pátio Brasil. Informações pelos telefones: (61) 3364-2694 e 3248-5221. Não recomendado para menores de 14 anos