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Há 26 anos, o reggae metalizado de sotaque mineiro do Skank conquistou o país, e a banda brasileira se tornou uma das mais representativas do anos 1990. Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti trazem a Brasília show em comemoração aos momentos de apogeu do grupo, com a turnê Os Três Primeiros – Ao Vivo. A apresentação será neste sábado (14/4), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental).

A partir das 19h, a noite contará com performances, bar termático, MPB acústico e discotecagem do DJ Dom Moses. Após o show do Skank, DJ Mafra conclui a festa.

Na apresentação, que faz parte do projeto Good Mood, os músicos executam repertório do DVD Os Três Primeiros – Ao Vivo no Circo Voador, gravado em novembro do ano passado e prestes a ser lançado.

“Existe uma geração nova que gosta da gente, mas só conhece coisas mais recentes, feitas depois de Vou Deixar. Decidimos mostrar para essa galera um outro Skank e, ao mesmo tempo, agradar aos saudosistas”, explica o baterista, Henrique Portugal, em entrevista ao Metrópoles.

Skank/Divulgação

Cenas da gravação do DVD Os Três Primeiros – Ao Vivo, no Circo Voador, Rio de Janeiro

 

O disco de estreia, lançado de forma independente em 1992, rendeu preciosidades como In(dig)nação, O Homem Que Sabia Demais e Tanto. Já Calango (1994) e Samba Poconé (1996) são responsáveis por despontar nacionalmente a carreira do músicos, com Amolação, Jackie Tequila, Esmola e É Proibido Fumar.

Diferente do cenário atual, no qual artistas apostam mais no impulsionamento de singles, o Skank vem de uma escola que explora ao máximo todas as faixas de um disco. “Nós sempre acreditamos muito nos conceitos dos nossos álbuns”, afirma Henrique.

O resultado é essa lista de incontáveis sucessos, como Pacato Cidadão, É Uma Partida de Futebol, Eu Disse a Ela, Tão Seu e Garota Nacional. “É um show para quem deseja cantar junto com a gente e dançar do começo ao fim”, completa.

A tour robusta é a primeira em quatro anos, desde Velocia – álbum mais recente de inéditas dos mineiros. “Às vezes, precisamos olhar o passado para pensar nos passos que vamos dar adiante”, considera o baterista.

O músico aproveita para fazer outras revelações aos sectários. “Neste ano, vamos lançar um álbum inédito também. Não será um disco muito extenso, mas, com certeza, tem novidade à vista”, adianta.

 

Cena atual
O baterista ressalta que os jovens fãs do Skank irão se deparar com ritmo muito semelhante ao reggaeton, estilo em alta mundo a fora. “A gente já fazia essa linha eletrônica do reggae há 20 anos. Tanto a nossa pegada do dancehall jamaicano quanto o reggaeton atual derivam dessa mesma vertente. Temos um início sólido, com muita coisa legal.”

O Skank chegou até aqui sem se render a fórmulas bem-sucedidas. “A gente começou de forma independente. Isso nos possibilitou conhecer as várias fases que um artista precisa passar. E nós sempre controlamos todos esses períodos. Sempre fomos donos do próprio nariz”, afirma Portugal.

Para o instrumentista, hoje em dia é ainda mais fácil para um músico seguir por esse caminho e manter o contato direto com os fãs. “As redes sociais possibilitaram que esta geração de artistas consiga viver sem entrar na lógica da ditadura das rádios. A cena atual está muito interessante. Você começa a criar referências locais extremamente bem estruturadas”, considera.

Skank – Os Três Primeiros – Ao Vivo
Neste sábado (14/4), às 19h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Ingressos variam entre R$ 80 (superior) e R$ 200 (poltrona VIP). Os valores são referentes à meia-entrada e estão sujeitos a alterações sem aviso prévio. Vendas: Bilheteria Digital.  Não recomendado para menores de 14 anos

 

 

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