Mestre Monarco já perdeu a conta de quantas vezes veio à Brasília. “Gosto demais da cidade. Tenho grandes amigos aí e o público é maravilhoso”, elogia o baluarte da Portela, que volta à capital federal neste fim de semana. No sábado (9/4), ele se apresenta pelo projeto Poetas do Samba, na quadra da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) – agremiação batizada pela escola de samba azul e branca carioca.

Além de homenagens à Portela e ao carnaval do Rio, o repertório celebra os mais de 60 anos dedicados à música. “Canto ‘Passado de glória’, ‘Coração em Desalinho’, ‘Tudo Menos Amor’ e ‘Vai Vadiar’, entre outras. A última é uma parceira minha com o saudoso Ratinho”, conta o sambista.

Também faço um bloco com ‘Tive Sim’ e ‘O Sol Nascerá’, do Cartola, e ‘Aquarela Brasileira, de Silas de Oliveira. Gosto mesmo é de samba-enredo antigo. Não fazem mais como os de antigamente"
Monarco, cantor e compositor

Apesar dos sambas-enredos recentes não terem a mesma poesia e cadência daqueles antigos, Monarco elogiou o desfile da Portela deste ano e lamentou o terceiro lugar no Grupo Especial.

“Foi um desfile lindo. Parece que perdemos pontos por causa da água jogada na pista pela comissão de frente. Aí, disseram que o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira ficou com medo de desfilar. Não foi nada disso. A Portela estava tão linda, que saiu da Sapucaí ao som dos gritos: ‘É campeã!’. A voz do povo é a voz de Deus”, diz o cantor e compositor de 83 anos que, no dia 13 de abril, retorna à cidade para participar de um evento ao lado de outro portelense, Carlos Elias.

Dia 9/4, às 16h, na Aruc (Área Especial 8, Cruzeiro Velho). Ingressos a R$ 25 (antecipados) e R$ 30 (na hora). Valores sujeitos a alteração. À venda na Aruc e pelo telefone 8433-2421. Não recomendado para menores de 18 anos.