Jukebox Sentimental: The Who vem ao Brasil com rock histórico

Os setentões ainda incendeiam plateias mundo afora com hits geniais

atualizado

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The Who
1 de 1 The Who - Foto: Divulgação

“Espero morrer antes de ficar velho”. A frase de um dos clássicos hinos adolescentes do rock dos anos 1960, “My Generation”, soa até irônica. Isso porque o autor da blague, o guitarrista do Who, Pete Townshend, é hoje um setentão que ainda incendeia plateias mundo afora com seu hit geracional.

Bem, a vasta cabeleira negra já se foi há bastante tempo e o pique no palco não é o mesmo, mas ainda assim, o velhinho dá conta do recado para alegria dos fãs. Pagando uma dívida histórica com o público brasileiro, ele e o vocalista Roger Daltrey – os dois remanescentes da clássica banda –, desembarcam no Brasil na próxima semana para três shows: São Paulo (21/9), Rio (23/9) e Porto Alegre (26/9).

Aumente o volume. O Who está chegando…

Montada no início dos anos 1960, a banda, junto com os Beatles e os Stones, foi um dos principais representantes da invasão britânica que tomou de assalto o mundo naquela efervescente década. Além de Townshend na guitarra e Daltrey nos vocais, o grupo contava ainda com o baixista John Entwistle e o infernal baterista Keith Moon, um dos melhores profissionais das baquetas de todos os tempos.

“Eles desenvolveram e usaram o formato power trio (somente uma guitarra, bateria e baixo) muito antes do Cream, Jimi Hendrix Experience e Led Zeppelin o tornarem popular. (…) O Who estava lançando os alicerces para duas importantes correntes musicais dos anos 1970, o hard rock e o punk, numa única canção vibrante e caótica”, escreve o acadêmico californiano Paul Friedlancer, autor do livro “Rock ‘and’ Roll – Uma História Social”, referindo-se ao maior sucesso do grupo.

E é verdade. Steve Jones e Paul Cook, dos Sex Pistols, exaltavam o Who como uma de suas bandas preferidas. Mais tarde, os irmãos Gallagher do Oasis também fariam referência à banda, com o vocalista Liam atacando “My Generation” nas apresentações da banda de Manchester.

Townshend: Ás da guitarra, letrista de peso…
Com mais de 100 milhões de discos vendidos, o Who desembarca no Brasil com uma bagagem musical de dar inveja. Para começo de conversa, à revelia dos parcos cabelos brancos, conta com um dos mais influentes guitarristas de todos os tempos, volta e meia instado em listas de melhores do mundo. A marca registrada de Pete Townshend nos palcos é o famoso movimento direito do braço em sua guitarra que lembra um gigantesco moinho de vento.

Mas Pete também é um dos grandes letristas do rock, com canções diretas carregadas de reflexões políticas e filosóficas. “I Can’t Explain”, “I Can See For Miles”, “See Me, Feel Me”, “Baba O’Riley”, “Won’t Get Fooled Again” e, claro, “My Generation” – todas incluídas no set list dos shows no Brasil – dão a medida de seu talento como compositor.

“O que era importante na época. e continua a ser importante, é que os indivíduos aceitem o fato de que são passíveis de ser influenciados espiritualmente. E para tirar o melhor proveito disto, eles têm realmente que ouvir tudo o que tem sido dito”, comenta o guitarrista numa entrevista de 1987, fazendo referência ao clássico álbum conceitual, “Tommy”.

Lançado em 1969, “Tommy”, um marco dos discos conceituais, era um retrato de uma época, quando o gênero rock, com sinfonias lisérgicas como “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, entre outras peças similares, eram alçadas à categoria de arte. Inundado de referências místicas e responsabilidade moral, o álbum conta a história de um menino cego, surdo e mudo que se transforma num ás nas máquinas de Pinball. Nas entrelinhas, uma metáfora sobre a “realização divina”.

“Nós queríamos que ele (o disco) funcionasse em vários níveis… Queremos conseguir uma sintonia espiritual, queremos atingir os sacanas e os batalhadores… Nós queremos atingir os amantes de ópera e obtivemos sucesso em atingir um monte de pessoas que não tinham sido tocadas antes”, comentaria Townshend, refletindo sobre o sucesso do álbum.

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