A banda Arandu Arakuaa mistura metal pesado e origens indígenas

As músicas são escritas e interpretadas em línguas nativas como o tupi-guarani, xerente, xavante e o português

atualizado

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Arandu Arakuaa
arandu arakuaa
1 de 1 arandu arakuaa - Foto: Arandu Arakuaa

O heavy-metal, originado no Reino Unido e nos Estados Unidos, e os cânticos indígenas nativos do Brasil são duas culturas diferentes, mas que se casam com harmonia nas músicas da banda brasiliense Arandu Arakuaa. O grupo, cujo nome em tupi-guarani significa “sabedoria do cosmos”, surgiu em 2008, quando o guitarrista Zândhio Aquino, começou a buscar em suas origens a inspiração para compor suas canções.

Zândhio nasceu na zona rural da região do Rio do Sono, no Tocantins. Ele conta que durante a infância teve muito contato com os povos indígenas que residiam ali. “Eu estudava com os índios, brincava com eles. Desde criança tenho essas referências”, lembra. Ao amadurecer suas virtudes enquanto músico, ele começou a introduzir a cultura dos povos nativos com quem cresceu nas letras de suas músicas. “A cultura indígena é basicamente oral, eles contam histórias muito complexas por meio de uma linguagem bem simples, então a gente tenta fazer o mesmo”, diz.

Composta por Nájila Cristina, Zândhio Aquino, Saulo Lucena e Adriano Ferreira, a Arandu Arakuaa tem dois CDs e um EP lançados. No primeiro disco e no primeiro EP, todas as músicas são escritas em tupi-guarani. Já no segundo CD, eles misturam letras em xerente, xavante, tupi e português. Uma das canções, chamada Watô Akwê diz no idioma Akwẽ Xerente: “sou indígena/ essa terra é nossa/ sou filho da terra”. Originalmente: “Watô akwê /Tâkãhã tka tô wanõrtê / Watô tkaitdêkwa”

Arandu Arakuaa
Show da Arandu Arakuaa do Porão do Rock

Segundo Aquino, a intenção é fazer com que as pessoas voltem às suas origens e tenham em mente a importância da proteção e o contato com a natureza. A banda também compõe um movimento chamado Levante do Metal Nativo que reúne oito bandas do Brasil que exaltam a cultura nacional, as histórias e lendas. São, além da Arandu, duas bandas de Recife, uma do Amapá, três de São Paulo e uma do Rio de Janeiro.

De acordo com Zândhio, a banda enfrenta dificuldades para se introduzir no cenário do rock nacional por ter um estilo muito exótico. No entanto, lembra que a mistura de ritmos brasileiros já foi absorvida no rock por movimentos como o tropicalismo, no final dos anos 1960 e ressurgiu na década de 1990, quando grupos como Sepultura, coma música Roots e Angra, com Holy Land incorporam estes elementos.

Com a falta da apoio eles tentam crescer cada vez mais com o auxílio da Internet. Na quarta (23/3), a banda vai lançar em seu canal do YouTube um vídeo clipe inédito da música Ĩpredu, que significa Ancião no idioma Xavante e no dia 27/3 participam de um evento virtual no Facebook chamado Vozes Ancestrais. O evento visa apresentar projetos como jogos, música, mangás e literatura fantástica, formados por artistas que utilizam mitologia e folclore como inspiração

 

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