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Desde quando você vive em Brasília?
Desde os 4 anos de idade. A mudança ocorreu porque meu pai trabalhava no antigo MIC (Ministério da Indústria e Comércio) e foi transferido para cá. Aqui é minha casa. Adoro a cidade, os amigos, o céu, o clima e tudo que a envolve.

Você é baterista. Vive de música?
Por muito tempo fui um baterista que escrevia. Hoje considero-me um escritor que toca. Tenho uma banda, Birinaite, que em pubs e casas noturnas. Acabou que virou um grande hobby com amigos de longa data. Não vivo de música. Sou servidor do TCU também.

As referências a música e cinema fazem de seus livros uma “literatura pop”?
Tenho a cultura pop correndo nas veias. Sou da geração dos anos 1980 em Brasília, e quem é daqui entende muito bem o que significa. Sempre tive banda, toquei em mil lugares. As referências musicais e de cinema são parte, sim, da minha obra. Coisas que cresci ouvindo, vendo e lendo. Seria praticamente impossível abolir da minha escrita essas referências que fizeram e fazem parte do meu crescimento como pessoa e como escritor.

Como vê o interesse do público brasileiro por autores que não são best-sellers?
Acho que vem crescendo. A internet tem sido uma ferramenta maravilhosa na conquista deste espaço. Muitos autores são gestados na rede. Quando você se propõe a lançar seu livro em cidades onde, supostamente, ninguém apareceria, acaba tendo a grata surpresa de encontrar muita gente que se diz fã desde o primeiro ou segundo livros. No fim, o que importa é o texto. Se for bom, terá espaço. O tempo dirá.

Você escreve pensando em um público especifico?
Não, apesar de já saber qual é meu público. Escrevo as coisas que me fazem bem, coloco coisas nas quais acredito. O público que vier daí, será exatamente o meu público. Até porque os leitores não se deixam enganar e perceberiam se fosse algo meticulosamente pensado.

Algum fato ou alguém real inspirou “Surpreendente”?
Há uma personagem “real” na história. A Mayla é inspirada em uma menina chamada Bruna Mayla, de Alagoas. A gente não se conhece pessoalmente, mas ela ganhou um concurso que fiz ano passado para escolher uma leitor para ser personagem da história. Foram mais de 15 mil participações. Fizemos algumas entrevistas e surgiu a personagem. Ela já leu o livro e adorou, disse que ficou muito parecido (rs).