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Nos próximos dias, Karina Buhr estará dividida entre duas missões. Uma é cuidar dos detalhes de seu terceiro álbum, “Selvática”, previsto para sair no fim de setembro. A outra é continuar divulgando o livro que marca sua estreia como escritora, “Desperdiçando Rima” (Rocco, 192 págs., R$ 24), terceira obra mais vendida na última Feira do Livro Internacional de Paraty (FLIP).

“Sempre tive vontade de escrever um livro, mas, por causa do meu trabalho com a música, ia ficando para depois. Quando rolou o convite da editora Rocco, priorizei o projeto. Juntei quatro textos que tinha publicado na minha coluna mensal na Revista da Cultura e, na sequência, escrevi a maior parte do livro, que é inédita”

Karina Buhr também é artista plástica e assina as ilustrações do livro. A maioria de seus desenhos denuncia o machismo e a misoginia. Por causa disso, em março deste ano, o Facebook bloqueou a conta dela por 24 horas. O motivo foram imagens produzidas para o zine Sexo Ágil — denunciado pelo critério “excesso de pele”. Censura em vão. Karina continua engajada em seus traços.

“Desenho e escrevo desde sempre, a música veio depois disso. Tudo que produzo no meu dia a dia inspira novos projetos, tanto partindo de mim, como de convites de outras pessoas”

Nascida em Salvador, Karina Buhr foi criada em Recife, onde tocou nos grupos Piaba de Ouro, Estrela Brilhante, Eddie e Comadre Florzinha. Em 2010, veio a carreira solo e os discos “Eu Menti pra Você” (2010) e “Longe de Onde” (2011).

Foto: Diego Ciarlariello/Divulgação

 

 

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