Mote de Hélio Oiticica é reincorporado por Rico Lins

A mostra “Marginais Heróis”, em cartaz no Museu Nacional, busca revalidar um imaginário subversivo e contracultural

Designer gráfico, Rico Lins se apropria de diversos elementos da cultura pop em sua mais recente série de trabalhos. Em cartaz no Museu Nacional Honestino Guimarães até 27 de setembro, a mostra “Marginais Heróis” busca revalidar um imaginário subversivo e contracultural.

Para tanto, o carioca Rico Lins tomou emprestada a frase mais célebre de Hélio Oiticica (“Seja marginal, seja herói”) e se lança a recontextualizá-la repetidas vezes ao longo de quatro dezenas de pôsteres. Esse leitmotiv é impresso em cada um desses cartazes, estampando e interferindo em diversos ícones visuais. Então vale usar uma foto de Ernesto Che Guevara, mas vale também usar uma do Chapolim Colorado, o herói covarde e sortudo de Roberto Gómez Bolaños.

Gaiato, talvez. Mas tal expediente serve também para James Dean ou Carmen Miranda, Grande Otelo ou Jorge Loredo, personagens gauches num caldeirão pop que flerta com o exagero e não teme estampar nesta galeria de heróis até o infame O.J. Simpson.

Até 27 de setembro no Museu Nacional Honestino Guimarães (Conjunto Cultural da República, 3325-5220). Terça a domingo, das 9h às 18h30. Entrada franca. Livre.