No Festival de Berlim, Wagner Moura exibe placa de Marielle Franco

Ator estreia como diretor assinando Marighella, cinebiografia do guerrilheiro que se notabilizou na luta armada contra a ditadura militar

Andreas Rentz/Getty ImagesAndreas Rentz/Getty Images

atualizado 17/02/2019 14:40

Com o filme Marighella no Festival de Berlim, Wagner Moura aproveitou o tapete vermelho e os holofotes em torno do evento para homenagear Marielle Franco, morta a tiros há quase um ano, no Rio de Janeiro. Ele posou para fotos segurando uma placa com o nome da vereadora.

Ano passado, pouco antes das eleições, o então candidato a deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) destruiu uma placa parecida, colocada por apoiadores da política do PSol nas proximidades da sede da Câmara Municipal do Rio.

 


Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta (15/2), Moura, estreante como diretor, fez comparações entre Marighella e Marielle.

“Marighella, negro, revolucionário, foi assassinado por forças do Estado em 1969 no seu carro e, 50 anos mais tarde, uma vereadora negra morreu da mesma forma nas mãos, provavelmente, de agentes do estado”, disse o cineasta.

O ator também criticou o Estado brasileiro, classificado por ele como racista. “A violência de 50 anos atrás é a mesma que se emprega hoje contra a população das favelas, e a polícia não está treinada para proteger os cidadãos”, analisou.

O cinema brasileiro é muito querido em Berlim. Além da presença praticamente anual em múltiplas mostras no festival, o país já venceu o Leão de Ouro, honra máxima do evento, em duas oportunidades: Central do Brasil, em 1998, e Tropa de Elite, em 2008, filme protagonizado por Wagner Moura no papel do capitão Nascimento.

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