Morre aos 86 anos o cineasta Roberto Farias
Realizador assinou clássicos como O Assalto ao Trem Pagador (1962) e Pra Frente, Brasil (1982)
atualizado
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O cineasta Roberto Farias morreu nesta segunda-feira (14/5), no Rio de Janeiro, aos 86 anos, confirmou a Academia Brasileira de Cinema (ABC), entidade da qual ele foi um dos fundadores e dirigiu nos últimos 11 anos. Ainda não havia, até a publicação desta matéria, informações sobre velório nem sepultamento. Diretor do clássico O Assalto ao Trem Pagador (1962), Farias também presidiu a Embrafilme entre 1974 e 1978, considerada a fase áurea da empresa.
Irmão do ator Reginaldo Farias, ele já vinha com a saúde fragilizada, mas estava em casa. Ainda que debilitado, foi reeleito à presidência da ABC no mês passado. A causa da morte ainda não foi divulgada pela entidade nem pela família. “Era algo esperado, mas a gente nunca espera de verdade. A gente sempre imagina uma saída no fim do túnel”, lamentou seu vice na ABC, Jorge Peregrino. Ele lembrou a importância de Farias na Embrafilme num momento em que o cinema nacional se consolidava nas telas.
“Perde o cinema. Perdemos um cara que fez muito pelos filmes brasileiros. Trabalhamos juntos na Embrafilme. Era um artista, um diretor reconhecido internacionalmente, que participou e carregou a ABC até agora. Um homem que pensava o cinema, tinha visão estratégica, e assegurou a presença da produção nacional no mercado interno. Com ele na Embrafilme, os filmes conseguiram o maior market share até então, 33%”, lembra Peregrino, citando longas como Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), Xica da Silva (1976) e A Dama do Lotação (1978).
Farias também foi produtor e distribuidor. Nasceu em 27 de março de 1932, em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, e entrou no mundo do cinema no início dos anos 1950, como assistente de direção de Watson Macedo, na Atlântida. O primeiro filme foi Rico Ri à Toa (1957), seguido de No Mundo da Lua (1958), Cidade Ameaçada (1959), Um Candango na Belacap (1960).
O reconhecimento viria com O Assalto ao Trem Pagador – considerado um dos filmes mais importantes da filmografia nacional. Farias dirigiu ainda os sucessos Roberto Carlos e O Diamante Cor-de-rosa” (1968) e Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1971), e trabalhou na TV. Os últimos filmes foram em 1987: Os Trapalhões e O Auto da Compadecida.
Nota do Canal Brasil:
É com grande pesar que comunicamos o falecimento do amigo e sócio-fundador do Canal Brasil, Roberto Farias, aos 86 anos, nesta manhã (14 de maio), no Rio de Janeiro, vítima de câncer. Diretor-presidente da Academia Brasileira de Cinema, o cineasta realizou mais de 25 longas-metragens como diretor, produtor, distribuidor e roteirista, entre eles Assalto ao Trem Pagador, Selva Trágica, Cidade Ameaçada, Toda Donzela Tem um Pai que É Uma Fera e Pra Frente, Brasil. O velório será amanhã (15 de maio), das 9h às 17h, na Capela 1 do Memorial do Carmo.
Natural de Nova Friburgo (RJ), Roberto Farias iniciou a carreira no começo dos anos 1950, como assistente do diretor Watson Macedo. Seus primeiros longas como diretor foram as chanchadas Rico Ri à Toa (1957) e No Mundo da Lua (1958). Em 1965, criou a Difilm, distribuidora independente, junto com cineastas e produtores do Cinema Novo como Luiz Carlos Barreto e Glauber Rocha. Nas décadas de 1960 e 1970, trabalhou com Roberto Carlos na direção de Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa, Em Ritmo de Aventura e Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora. Na TV, dirigiu as minisséries As Noivas de Copacabana, Contos de Verão, Menino do Engenho, Memorial de Maria Moura e Decadência.
O Brasil perdeu um dos seus maiores cineastas, o cinema brasileiro uma de suas principais lideranças e nós do Canal Brasil, um grande e queridíssimo amigo. Uma perda irreparável.
Nota da Academia Brasileira de Cinema:
A Academia Brasileira de Cinema, em nome de sua Diretoria e Conselhos, comunica, com muita tristeza, o falecimento de seu Diretor-Presidente, Roberto Farias, nesta manhã (14 de maio), no Rio de Janeiro. Aos 86 anos, grande parte deles dedicados ao cinema, Roberto lutava contra um câncer. O cineasta assinou mais de 25 longas-metragens, como diretor, produtor, distribuidor e roteirista, entre eles Assalto ao Trem Pagador, Toda Donzela Tem um Pai que É Uma Fera e Pra Frente, Brasil, primeiro filme a falar explicitamente da tortura na ditadura militar, premiado nos festivais de Berlim e Huelva. O velório será amanhã (15 de maio), das 9h às 17h, na Capela 1 do Memorial do Carmo.
Natural de Nova Friburgo (RJ), Roberto Farias iniciou a carreira no começo dos anos 1950. Fez quase 10 filmes como assistente de direção ou de produção até estrear como diretor, em 1957, com a chanchada Rico Ri à Toa, onde além de dirigir ele também foi responsável pelo roteiro. Na década de 1960, ao mesmo tempo em que, com Luiz Carlos Barreto e Glauber Rocha, fundou a Difilm, distribuidora do Cinema Novo, dedicou-se à sua própria produtora, a R. F. Farias, junto com seu irmão Riva Faria, e à Ipanema Filmes, uma usina de sucessos, como Os Paqueras e a trilogia de filmes do Roberto Carlos: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa e Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora.
Roberto também foi presidente do Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica e o primeiro cineasta a dirigir a Embrafilmes, entre 1974 e 1978. Seja na iniciativa privada ou em cargos públicos, sempre teve como meta a ocupação do mercado brasileiro pelo filme nacional, bem como sua projeção internacional. Sua gestão na Embrafilme coincide com o período de maior público do filme nacional em relação ao produto estrangeiro.








