Festival de Brasília 2021: veja a lista de vencedores da 54ª edição

Saudade do Futuro, de Anna Azevedo, ganhou o prêmio principal; Andréa Beltrão e Du Moscovis foram eleitos Melhor Atriz e Ator por Eu e Ela

atualizado 15/12/2021 2:58

Anna Azevedo/Divulgação

Saudade do Futuro (RJ) é o grande vencedor da 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.  A produção marca a estreia em direção solo de longas de Anna Azevedo e levou, nesta terça-feira (14/12), o Candango de Melhor Filme da Mostra Competitiva.

O documentário percorre três países “ligados pelo mar e pela cultura da saudade”: Portugal, Brasil e Cabo Verde. No desenrolar, são apresentados personagens marcados por ausências produzidas por eventos que mudaram a história desses locais, como a colonização, escravidão e ditaduras. A cultura da saudade é o fio que entrelaça as conversas à beira-mar e traz relatos do sambista Martinho da Vila e do escritor Valter Hugo Mãe.

0

Na cerimônia de premiação, apresentada virtualmente pelos atores Murilo Rosa e Maria Paula Fidalgo, Alice dos Anjos (BA) conquistou três Candangos: foi eleito o Melhor Filme pelo voto popular e pelos críticos de cinema da Abraccine. Além do troféu de Melhor Direção, para Daniel Leite Almeida.

Livremente inspirado em Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, e em Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, Alice dos Anjos é um musical infanto-juvenil que faz uma releitura dos clássicos literários no contexto nordestino. A personagem principal, uma menina negra, trava uma guerra contra um influente coronel que quer destituir as terras de comunidades tradicionais para construir uma usina hidrelétrica.


Ela e Eu (SP), de Gustavo Rosa de Moura, também levou três estatuetas: Melhor Ator, para Eduardo Moscovis; Melhor Atriz, para Andréa Beltrão; e Melhor Roteiro, assinado por Gustavo Rosa de Moura, Leonardo Levis e Andrea Beltrão.

Ela e Eu (SP) conta a história de Bia (Andréa Beltrão), que entra em coma ao dar à luz e só acorda 20 anos depois. Além de reaprender a andar, falar e comer, a protagonista precisa se relacionar com a filha adulta e com o ex-marido, vivido por Du Moscovis, e sua nova esposa, interpretada por Mariana Lima.

Os filmes premiados nas categorias Júri Oficial e Júri Popular ficam em cartaz em plataforma on-line disponibilizada até às 23h59, desta quinta-feira (16/12). Para assistir, clique aqui.

Veja a lista completa dos vencedores do 54º Festival de Brasília:

MOSTRA COMPETITIVA – Troféu Candango

LONGA-METRAGEM

Melhor filme

Saudade do Futuro (RJ), Anna Azevedo

Melhor filme pelo júri popular (Petrobras)

Alice dos Anjos (BA), de Daniel Leite Almeida

Prêmio da crítica (Associação Brasileira de Críticos de Cinema – Abraccine) para o melhor longa

Alice dos Anjos (BA), de Daniel Leite Almeida

Menção Honrosa da crítica (Associação Brasileira de Críticos de Cinema – Abraccine)

De Onde Viemos, Para Onde Vamos (GO), de Rochane Torres

Melhor longa com temática afirmativa

De Onde Viemos, Para Onde Vamos (GO), de Rochane Torres

Melhor direção

Daniel Leite Almeida, por Alice dos Anjos (BA)

Melhor atriz

Andréa Beltrão, por Ela e Eu (SP)

Melhor ator

Eduardo Moscovis, por Ela e Eu (SP)

Melhor roteiro

Gustavo Rosa de Moura, Leonardo Levis e Andrea Beltrão, por Ela e Eu (SP)

Melhor fotografia

Brunos Risas, por Lavra (MG)

Melhor montagem

Juana Salama, por Acaso (DF)

Melhor direção de arte

Luciana Buarque, por Alice dos Anjos (BA)

Melhor som

Paulo Gonçalves, por De Onde Viemos, Para Onde Vamos (GO)

Menção Honrosa do júri oficial de Melhor Som, pela habilidade de construir novos espaços e integrar camadas emocionais pela expressão sonora

Lavra (MG)

Melhor caracterização e maquiagem

Cláudia Riston, por Alice dos Anjos (BA)

Melhor caracterização e figurino

Lívia Liu, por Alice dos Anjos (BA)

CURTA-METRAGEM — Troféu Candango

Melhor curta-metragem

Chão de Fábrica (SP), de Nina Kopko

Melhor curta-metragem pelo júri popular

Da Boca da Noite à Barra do Dia (PE), de Tiago Delácio

Melhor curta-metragem com temática afirmativa

Era Uma Vez… Uma Princesa (RS), de Lisiane Cohen

Prêmio da crítica (Associação Brasileira de Críticos de Cinema – Abraccine) para o melhor curta

Adão, Eva e o Fruto Proibido (PB), de R.B. Lima

Melhor direção

Nina Kopko, por Chão de Fábrica (SP)

Melhor atriz

Joana Castro, por Chão de Fábrica (SP)

Melhor ator

Sebastião Pereira de Lima, por Da Boca da Noite à Barra do Dia (DF)

Menção honrosa do júri às atrizes de Terra Nova (AM)

Karol Medeiros e Isabela Catão

Melhor roteiro

R.B. Lima, por Adão, Eva e o Fruto Proibido (PB)

Melhor fotografia

Dani Drumond, por Cantareira (SP)

Melhor montagem

Lis Paim, por Chão de Fábrica (SP)

Melhor direção de arte

Rodrigo Lelis, por Filhos da Periferia (DF)

Melhor som

Bia Hong, por Como Respirar Fora D’água (SP)

Melhor caracterização e maquiagem

Vini Negrão, por Sayonara (SP)

Melhor caracterização e figurino

Chão de Fábrica (SP), de Nina Kopko

MOSTRA BRASÍLIA –  Troféu Câmara Legislativa

Melhor longa-metragem

Acaso (DF), de Luis Jungmann Girafa

Melhor curta-metragem

Benevolentes (DF), de Thiago Nunes

Melhor Filme com temática afirmativa

A Casa do Caminho (DF), de Renan Montenegro

Melhor longa-metragem pelo júri popular

Advento de Maria (DF), de Vinicius Machado

Melhor curta-metragem pelo júri popular 

A Casa do Caminho (DF), de Renan Montenegro

Melhor direção

Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório, por Noctiluzes (DF)

Melhor atriz

Maria Eduarda Maia, por Advento de Maria (DF)

Melhor ator

Chico Santanna, por Noctiluzes (DF)

Melhor roteiro

Vinicius Machado, por Advento de Maria (DF)

Melhor fotografia

Gustavo Serrate, por Cavalo Marinho (DF)

Melhor montagem

João Inácio, por O Mestre da Cena (DF)

Melhor direção de arte

Rodrigo Lelis, por Filhos da Periferia (DF)

Melhor som

Hudson Vasconcelos, por Ele Tem Saudade (DF)

Melhor caracterização e maquiagem

Alzira Bosaipo, por Advento de Maria (DF)

Melhor caracterização e figurino

Tiago Nery, por Advento de Maria (DF)

Outros Prêmios

Prêmio Canal Brasil (melhor curta da mostra competitiva)

Como Respirar Fora D’água (SP), de Júlia Fávero e Victoria Negreiros

Prêmio Cosme Alves Neto, da Anistia Internacional Brasil, para filme que melhor represente os Direitos Humanos

Terra Nova (AM), de Diego Bauer

Prêmio Saruê – entregue pelo jornal Correio Braziliense ao melhor momento do festival

Gê Martu, que teve a obra retratada no filme Mestre da Cena (DF)

Prêmio Marco Antônio Guimarães, concedido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB),  para filme que melhor utiliza material de pesquisa do cinema nacional

Ocupagem (SP), de Joel Pizzini

Mais lidas
Últimas notícias