Categorias: Cinema

Crítica: “Truque de Mestre – O Segundo Ato” é mais farsa do que magia

Um defeito comum em filmes sobre mágica, como “O Grande Truque” (2006) e “O Ilusionista” (2006), é a fragilidade de seus próprios procedimentos narrativos e visuais para ludibriar a plateia. Sequência do filme de 2013, “Truque de Mestre – O Segundo Ato” leva essas farsas às últimas consequências, com reviravoltas mil e pegadinhas bobas disfarçadas de números inteligentes.

Ainda há um elemento a mais na receita espertinha da franquia: os mágicos são Robin Hoods do mundo contemporâneo, desmascarando empresários gananciosos, autoridades e instituições em espetáculos ao ar livre e ao vivo para milhares de pessoas.

Desta vez, Daniel Atlas (Jesse Einsenberg), McKinney (Woody Harrelson), Jack Wilder (Dave Franco) e Lula (Lizzy Caplan), nova integrante, querem expor Walter Mabry (Daniel Radcliffe), um magnata que planeja desmoralizar e matar os mágicos-heróis. Thaddeus (Morgan Freeman) e Tressler (Michael Caine) reassumem os papéis confortáveis de gurus ambíguos e misteriosos.

Novo truque rasteiro: agora com mais pirotecnia
Sob direção de Jon M. Chu, que assinou dois documentários sobre Justin Bieber e dois capítulos da franquia “Ela Dança, Eu Danço”, o filme assume uma pirotecnia visual ainda mais extravagante do que a vista no primeiro longa. Até mesmo um simples truque de carta ganha piruetas de câmera, efeitos visuais chamativos e, obviamente, faces sorridentes de mágico e público.

Ao tentar combinar o clima de filmes de assalto com aventuras de super-herói, “O Segundo Ato” espera deslumbramento e suspiros de “oh!” na plateia. Consegue, no máximo, apresentar truques pueris de roteiro, súbitas mudanças de tom (entre comédia e suspense) e efeitos digitais esquecíveis.

Vale elogiar o que de fato exala carisma: Woody Harrelson – sempre no papel dele mesmo – interpretando mágicos gêmeos, um do bem (McKinney) e outro do mal (Chase).

Avaliação: Ruim

Veja horários e salas de “Truque de Mestre – O Segundo Ato”.

Felipe Moraes

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Brasília (UCB), Felipe Moraes é repórter de cultura e crítico de cinema no Metrópoles. Passou pelas redações do jornal Correio Braziliense e da revista Veja Brasília. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e escreveu artigos para livros publicados pela entidade. Participou do Júri da Crítica (Abraccine) no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) de 2013 e 2018 e do Júri Oficial no FBCB de 2014.

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