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“Jack Reacher – Sem Retorno” tenta emplacar de vez a “outra franquia de ação” de Tom Cruise, o astro de “Missão: Impossível”. Baseado na série de livros do escritor inglês Lee Child, Jack Reacher é um ex-major do exército que vive como um pária.

Ele pede carona na estrada para ir de um lugar a outro e, vez ou outra, assume missões secretas que seus colegas oficiais não conseguem encarar. Em “Sem Retorno”, o sujeito pretende desmontar uma conspiração que envolve a venda de armas do exército americano por uma empresa privada, a ParaSource.

Apesar de ter contratos com o governo americano, a firma passa por perrengues financeiros. Encontrou no mercado negro a solução para lucrar com a crise. Reacher começa a investigação ao descobrir que a major Turner (Cobie Smulders), sua amiga, foi enquadrada como espiã e traidora.

Um filme de ação bizarro – e não no bom sentido
Numa tentativa forçada de dar ainda mais relevo emocional ao personagem, o filme envolve na trama a adolescente Samantha (Danika Yarosh), suposta filha adolescente de Reacher. Cada sequência de socos e chutes é acompanhada por pequenas discussões “familiares” entre o pai ausente, a esposa não oficial e a filha renegada. Era para ser engraçado, mas soa apenas desengonçado.

O abismo entre “Sem Retorno” e “O Último Tiro” (2012), primeiro filme da saga, pode ser explicado pela infeliz mudança na direção. Christopher McQuarrie caprichou na estreia do personagem e depois voltou a trabalhar com Cruise em “Nação Secreta” (2015), quinto “Missão: Impossível”.

Ele dá lugar a Edward Zwick, autor de fitas de ação perfeitamente esquecíveis, como “Diamante de Sangue” (2006) e “O Último Samurai” (2004), estrelado por Cruise. Não se assuste se “Sem Retorno” sair dos cinemas direto para o Domingo Maior.

Avaliação: Regular

Veja horários e salas de “Jack Reacher – Sem Retorno”.

 

 

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