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O dançarino mineiro Igor Kischka, de 24 anos, é uma das principais atrações do Brasília Capital Belly Fest, o maior festival de Dança do Ventre do Centro-Oeste. Isso mesmo: um homem ganha destaque em uma arte, tradicionalmente, feminina. O evento está marcado para ocorrer entre os dias 10 e 12 de novembro, no Kubitschek Plaza Hotel (Setor Hoteleiro Norte).

Ao decidir que dançaria com vestes tipicamente usadas por mulheres, Kischka levantou um questionamento acerca do gênero dentro da dança. “O artista no palco não tem sexo. A arte engloba, abrange e acolhe todos que se dedicam a ela.”, afirma.

Não importa se estou de saias, vestidos ou calças, a arte é maior do que roupas. Tentei ao máximo me libertar de ideias e estereótipos limitantes"
Igor Kischka

Assim, o artista passou a subir aos palcos trajando vestidos típicos da Dança do Ventre – e ganhou renome em todo o mundo. Ele já foi chamado para participar de festivais internacionais e dar aulas em países como França, Rússia, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Espanha, Argentina, Chile e Peru.

Preconceito
Ainda que não seja comum encontrar homens trajando roupas femininas, o artista garante que não sofreu preconceito. “Nunca tive problemas nos países onde fui contratado. Acredito que, por estar envolvido com a arte, o público tem uma mente mais moderna e aberta”, explica.

 

Mesmo assim, o artista falou que evita o Oriente Médio, ainda que os países árabes tenham uma enorme tradição na Dança do Ventre: “Infelizmente a mente da maioria deles é ainda muito fechada e machista”.

No Brasil, o preconceito apareceu, de forma sutil, no começo da carreira. “Muitas escolas de dança não queriam me dar aulas. Mas encontrei várias mestres na arte, como Aziza Mor e Lulu Hartenbach, que me deram uma excelente base e acabaram se tornando minhas parceiras”.

 

 

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