Vítima de feminicídio afirmou à polícia que “temia pela sua vida”

Olivia Makoski contou que agressões verbais são frequentes, inclusive no restaurante de propriedade do casal

atualizado 18/10/2021 13:00

Reprodução/Redes sociais

Assassinada pelo ex-companheiro na madrugada de domingo (17/10), Olivia Makoski, 47 anos, vinha sofrendo ataques e humilhações desde 2020, quando pediu ajuda à polícia. À época, a mulher denunciou que havia sido vítima de injúria praticada por pelo então marido e algoz, Francisco de Assis Guembitzchi. O crime ocorreu no Pôr do Sol.

Na oportunidade, ela relatou que convivia em regime de união estável há 30 anos e tinha três filhos, maiores de 18 anos. Destacou que Francisco fazia uso de bebida alcóolica constantemente e, por ciúmes, costumava proferir ofensas, tais como: “Puta, vagabunda e piranha”. Xingamentos que se repetiram em 23 de maio de 2020.

À época, a vítima esclareceu que ele nunca a agrediu fisicamente ou a ameaçou de morte. Contudo, “é uma pessoa muito possessiva, razão pela qual teme por sua vida”. Ao registrar ocorrência, Olivia explicou que o homem apareceu em casa alcoolizado, trocou as chaves da residência e a impediu de entrar.

Reafirmou que agressões verbais eram frequentes, inclusive no restaurante de propriedade do casal, em Ceilândia. Olivia revelou aos investigadores que, até então, nunca havia procurado uma delegacia policial para noticiar os crimes. No ano passado, a vítima representou criminalmente contra o homem e também pediu medidas protetivas de urgência.

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O crime

O crime ocorreu na Quadra 207 do Pôr do Sol, por volta da 1h40 de domingo (17/10). O caso está sob os cuidados da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II). Segundo a delegada-chefe da unidade policial, Adriana Romana, as investigações apontam para o crime de feminicídio, seguido por suicídio.

“Aparentemente, houve uma discussão. Ele a agrediu e, depois, ceifou a própria vida”, disse a delegada. No imóvel, policiais também localizaram um revólver. “Ainda não sabemos se foram efetuados disparos. Aguardamos os laudos”, explicou Adriana Romana.

A tragédia ocorreu na residência do casal. Peritos foram chamados para analisar a cena do crime. Olívia e Francisco tinham um restaurante na região. Segundo a delegada, não havia histórico de violência física entre os dois, mas de agressões verbais.

Pouco depois do crime, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi até o local. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) também se deslocou para o endereço, mobilizando duas viaturas e seis militares. Mas, quando chegaram ao imóvel, Olívia e Francisco não apresentavam sinais vitais.

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